
O programa Hackers do Bem, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), anunciou a abertura de 25 mil novas vagas para 2026 em seus cursos de nivelamento e básico. A expansão visa combater a crescente onda de golpes e ataques cibernéticos.
Crescente demanda por profissionais de cibersegurança
O cenário global de cibersegurança enfrenta um déficit de mais de 4,8 milhões de especialistas, segundo a organização internacional ISC². No Brasil, essa carência também impulsiona empresas e órgãos públicos a investir em formação técnica para proteger dados e infraestruturas digitais.
Hackers do Bem: mais de 36 mil certificados desde o lançamento
Desde janeiro de 2024, o programa já certificou mais de 36 mil alunos. Leandro Guimarães, diretor-adjunto da Escola Superior de Redes (ESR), destaca o caráter estratégico da iniciativa.
Formação ética e responsável
“São profissionais treinados para identificar vulnerabilidades, prevenir ataques e fortalecer sistemas digitais com ética e responsabilidade. Ao contrário da imagem associada à invasão criminosa, esses especialistas atuam na linha de frente da defesa cibernética”, explica Guimarães.
Ele acrescenta que o Hackers do Bem já se consolidou como uma referência nacional e internacional em formação em cibersegurança, ampliando o acesso a jovens e profissionais.
Diversidade e oportunidades de recomeço
O programa tem atraído perfis diversos, incluindo mulheres, que historicamente representam apenas 22% dos profissionais da área. Patrícia Monfardini, 52 anos, servidora pública, viu na iniciativa uma chance de mudar de carreira e se especializar em Red Team.
Marcelo Goulart, 60 anos, também encontrou no Hackers do Bem uma oportunidade de recomeço. “Acreditava que, aos 60 anos, era tarde para aprender algo completamente novo. Mas essa oportunidade me mostrou que nunca é tarde para recomeçar”, afirma.
Gabriel Matos, 27 anos, formado em Direito, descobriu na área de forense digital uma nova perspectiva profissional. “Quando descobri o Hackers do Bem, foi como encontrar um norte. O curso foi fantástico”, relata.
Cibersegurança como política pública
Diante do aumento de vazamentos de dados e fraudes financeiras, a formação de especialistas em cibersegurança tornou-se uma agenda estratégica do governo federal. “Mais do que atender ao mercado, o Hackers do Bem busca consolidar a cibersegurança como política pública permanente, formando profissionais preparados para proteger sistemas críticos e fortalecer a soberania tecnológica do país”, completa Guimarães.
Quem pode participar?
Não há pré-requisito para participar. Estudantes do ensino técnico, médio ou universitário, profissionais de TI em busca de especialização e pessoas interessadas em migrar de área podem se inscrever. Experiência prévia em cibersegurança não é necessária.
Como funciona o programa?
A formação inicia com um curso de nivelamento, seguido pelo curso básico. Os níveis fundamental e de especialização incluem aulas ao vivo e atividades práticas. A etapa final é a residência T-tecnológica, com atuação prática e bolsa mensal.
Inscrições
As inscrições são realizadas exclusivamente pelo site oficial do programa: https://hackersdobem.org.br.
Com informações da Agência Brasil







