
O Festival SESI de Educação desembarca em São Paulo para sediar o Campeonato Nacional de Robótica, promovendo o letramento tecnológico entre jovens de todo o país. Desde 2012, o SESI organiza competições da First no Brasil, impactando mais de 45 mil estudantes e conquistando mais de 110 prêmios internacionais na modalidade iniciante (FLLC).
Tecnologia e educação para o século XXI
O presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, ressalta que o evento visa demonstrar aos jovens a presença da tecnologia no cotidiano e a importância da mediação. “Para nós, é muito importante isso que chamamos de letramento tecnológico. É o momento mais estratégico de adentrarmos a educação tecnológica, uma educação para o século 21”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.
Augusto Junior também destaca a valorização da diversidade e do convívio entre os estudantes. A Festa da Amizade, realizada na abertura do evento, foi um espaço para que os participantes pudessem interagir e aprofundar contatos.
Projetos com apoio público e parcerias
A viabilidade dos projetos, segundo o presidente do SESI, depende de verbas governamentais, especialmente para escolas públicas, que muitas vezes firmam parcerias com o SESI. “Na verdade, a gente não leva a robótica para aquela escola. O que a gente faz é um acordo com as prefeituras para apoiar uma proposta de educação e, dentro dela, a robótica tem algum sentido.”, explica.
O conceito de escola integral, que busca a conexão entre a educação profissional e a básica, é outro ponto enfatizado por Augusto Junior como fundamental para a construção de um modelo educacional inovador.
JurunaBots: cultura ancestral e inovação tecnológica
A equipe JurunaBots, representando o Norte do Brasil, chamou a atenção ao apresentar um aplicativo para disseminar informações sobre artefatos de seu povo. Os estudantes da Escola Francisca de Oliveira Lemos Juruna, de Vitória do Xingu (PA), desenvolveram a plataforma Museu Vivo Itinerante do Xingu, que utiliza Realidade Aumentada e expressões da língua juruna.
O projeto desafia estereótipos racistas e busca promover um debate sobre apropriação cultural, apagamento histórico e a retomada dos povos originários. “O desenvolvimento do aplicativo traz uma junção para que a gente tenha o fortalecimento do nosso povo, da nossa língua, dos nossos costumes, da nossa tradição”, declarou Fernando Juruna, líder da equipe e cacique da Aldeia Boa Vista.
Fernando Juruna enfatiza a importância da robótica para manter a cultura viva no contexto urbano: “Estou aqui em São Paulo, sou do Pará e não deixei de ser indígena. Estou contribuindo com os demais.”.
Com informações da Agência Brasil







