
A prévia da inflação de fevereiro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma alta de 0,84%, conforme divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice reflete o comportamento dos preços para famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos em diversas regiões metropolitanas do país.
Alimentação e Saúde em Destaque
O grupo de alimentação e bebidas apresentou uma elevação de 0,20%, com destaque para o tomate, que subiu 10,09%, e as carnes, com alta de 0,76%. Em contrapartida, o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%) registraram quedas. A alimentação fora do domicílio, por sua vez, teve uma variação maior que a consumida em casa, com 0,46% de aumento, impulsionada pela refeição (0,62%) e pelo lanche (0,28%).
No setor de saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 0,67%, com contribuições significativas dos artigos de higiene pessoal (0,91%) e dos planos de saúde (0,49%).
Habitação e Energia Elétrica
O grupo habitação, que havia recuado em janeiro, voltou a apresentar alta em fevereiro, com 0,06%. A variação positiva foi impulsionada pela taxa de água e esgoto (1,97%) e pelo aluguel residencial (0,32%).
Em sentido oposto, a energia elétrica residencial apresentou uma queda de 1,37%, sendo o subitem com o maior impacto negativo no indicador (-0,06 p.p.). Essa redução se deve à vigência da bandeira tarifária verde, que não gera custos adicionais para os consumidores. O gás encanado também teve queda de 0,71% nas tarifas.
Variações Regionais
São Paulo registrou a maior variação regional, com 1,09%, impulsionada pelos aumentos nas passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%). Recife apresentou a menor variação, com 0,35%, reflexo das quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).
Para o cálculo do IPCA-15 de fevereiro, o IBGE analisou preços coletados entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 2026, comparados com o período de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026. O indicador abrange as nove regiões metropolitanas pesquisadas, além de Brasília e Goiânia.
Com informações da Agência Brasil







