
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o momento atual da política monetária é de “calibragem”, ressaltando a necessidade de serenidade e cautela nas decisões da instituição. Durante um evento, ele comparou o Banco Central a um “transatlântico” em oposição a um “jet ski”, enfatizando que a entidade não pode realizar “grandes movimentos e mudanças” de forma abrupta, mas sim de maneira “comedida e segura”.
Estabilidade como palavra-chave
Para os próximos anos, Campos Neto indicou que a palavra que norteará as ações do Banco Central será “estabilidade”. Ele reiterou que o mandato da instituição é garantir a estabilidade monetária e financeira. Como uma brincadeira para ilustrar a transparência desejada, ele sugeriu que o novo logo dessa agenda seria um “quadrado vazado”, simbolizando a estabilidade e a abertura.
Elogios à atuação da Polícia Federal no caso Master
Em outro ponto, o presidente do BC elogiou a atuação da Polícia Federal nas investigações sobre a gestão fraudulenta do Banco Master. Ele destacou a “coragem e capacidade técnica” do diretor da PF, Andrei Rodrigues, bem como a diligência do Ministério Público, do mercado financeiro e da imprensa na condução do caso. Campos Neto ressaltou a importância da comunicação com a PF e o MP quando a situação extrapolou o âmbito da supervisão bancária.
Resposta a ataques e aprimoramento da fiscalização
Campos Neto também mencionou os “ataques”, inicialmente identificados como ciberataques, direcionados ao Banco Central no meio do ano. Ele enfatizou a resposta rápida e ativa da instituição, que foi essencial devido à parceria com as principais instituições e o mercado. Por fim, o presidente defendeu o aprimoramento dos instrumentos de fiscalização do Banco Central para prevenir novas fraudes no sistema financeiro brasileiro, afirmando que “jogar a luz do sol é sempre o melhor desinfetante”.
Com informações da Agência Brasil







