
A Petrobras atribuiu o recente aumento no preço do diesel à instabilidade gerada pela guerra no Oriente Médio, mas destacou que a intervenção do governo federal mitigou significativamente o impacto para o consumidor.
Governo Federal atua para amenizar alta
Segundo Magda Chambriard, executiva da Petrobras, o aumento seria consideravelmente maior se não fossem as ações do governo. A zeragem das alíquotas de PIS e Confins sobre a importação e comercialização do diesel, além de uma medida provisória com subvenção para produtores e importadores, foram cruciais.
O Ministério da Fazenda estima que a suspensão dos impostos federais representa um alívio de R$ 0,32 por litro. Sem essas medidas, o reajuste necessário seria de R$ 0,70 por litro, que seria repassado integralmente às distribuidoras. Com as ações governamentais, esse valor caiu para R$ 0,06.
“O governo agiu tempestivamente, transformando um acréscimo de R$ 0,70 em um acréscimo irrisório, praticamente nenhum, de R$ 0,06”, afirmou Chambriard.
Impacto final no consumidor e apelo por sensibilidade
O impacto final para o consumidor pode ser ainda menor, pois o diesel é misturado ao biodiesel. No entanto, o preço nas bombas depende das decisões dos postos de gasolina.
A executiva pediu sensibilidade aos postos para que não haja aumentos abusivos e especulativos, especialmente em um cenário de volatilidade. Ela lembrou que a Petrobras não opera mais a revenda final, após a privatização da BR Distribuidora, que hoje pertence à Vibra Energia.
Apelo aos Estados por redução de impostos
Chambriard também fez um apelo aos governos estaduais para que reduzam o ICMS sobre os combustíveis, seguindo o exemplo do governo federal. Ela argumentou que a guerra já impacta a arrecadação estadual e que uma contribuição dos estados seria fundamental para beneficiar a sociedade brasileira.
Com informações da Agência Brasil







