
Em seu primeiro mês de operação, o programa Move Brasil já liberou aproximadamente R$ 2 bilhões em financiamentos destinados à renovação da frota de caminhões no país. O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante um evento em Guarulhos (SP).
O programa busca reverter a tendência de queda nas vendas de veículos pesados, que registrou uma retração de 9,2% em 2023, com os modelos voltados para longas distâncias apresentando uma queda ainda mais acentuada de 20,5%.
Taxas de juros e impacto nas vendas
Geraldo Alckmin atribuiu a queda nas vendas à alta taxa de juros no país. “Normalmente, quem compra esse tipo de bem de uso duradouro financia, é difícil comprar à vista. A taxa estava em 22%, 23% ao ano, e a resposta foi boa, cerca de R$ 1,9 bilhão neste comecinho”, destacou.
Orlando Boaventura, proprietário de uma empresa de transportes em Santa Isabel (SP), já utilizou o programa para adquirir o 29º caminhão de sua frota. Ele ressaltou os benefícios econômicos e ambientais dos novos modelos: “Um modelo novo gasta hoje até R$ 200 a menos em combustível em uma viagem daqui para o Rio de Janeiro, por exemplo. A gente busca a renovação de frota e essa taxa de juros é adequada”. A empresa planeja contratar mais cinco funcionários este ano.
Esforço conjunto e sustentabilidade
Wellington Damasceno, representante do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, elogiou o esforço conjunto entre empresas, sindicatos e governo federal na criação do programa. Ele destacou os objetivos de manutenção de empregos, redução de emissões de carbono e transição para uma logística mais sustentável.
Christopher Polgorski, CEO da Scania, mencionou a importância do programa em antecipar a expectativa de redução da taxa Selic e o impacto na manutenção de empregos, tanto diretos quanto indiretos.
Detalhes do programa Move Brasil
O Move Brasil oferece crédito para a compra de caminhões novos e seminovos fabricados a partir de 2012, com critérios ambientais a serem atendidos. O programa conta com um teto total de R$ 10 bilhões em crédito, com R$ 1 bilhão reservado para caminhoneiros autônomos e cooperados. As taxas de juros variam entre 13% e 14% ao ano, com condições mais vantajosas para a entrega de veículos antigos para desmonte.
O limite de financiamento é de até R$ 50 milhões por usuário, com prazo máximo de 5 anos e carência de até 6 meses. Todas as operações são garantidas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) em até 80% do valor financiado.
Com informações da Agência Brasil







