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Leilão de reserva de capacidade contrata 501 MW de termelétricas com economia de R$ 1,83 bilhão

O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP nº 3), realizado nesta sexta-feira (20) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), contratou 501 MW de potência de termelétricas, gerando uma economia estimada de R$ 1,83 bilhão. O deságio médio atingiu 50,14%, superando o leilão realizado na quarta-feira anterior.

Detalhamento do Leilão LRCAP nº 3

O certame contou com a inscrição de 38 projetos, totalizando 5.890 megawatts. Desses, 18 eram de termelétricas a óleo e 20 de térmicas a biodiesel. As operações ocorreram em três rodadas, com duração aproximada de três horas e cinquenta minutos.

Primeira Rodada: Termelétricas a óleo (fornecimento 2026)

Contratou termelétricas a óleo combustível e óleo diesel para fornecimento por três anos, com início em 1º de agosto de 2026. O preço fechado foi de R$ 899,65 mil por megawatt/ano, representando um deságio de 56% em relação ao preço-teto de R$ 1,6 milhão.

Segunda Rodada: Termelétricas a óleo (fornecimento 2027)

Novamente com termelétricas a óleo combustível e óleo diesel, o fornecimento é para três anos, iniciando em 1º de agosto de 2027. O preço estabelecido foi de R$ 860,8 mil por megawatt/ano, também abaixo do teto de R$ 1,6 milhão.

Terceira Rodada: Termelétricas a biodiesel (fornecimento 2030)

Esta rodada contratou termelétricas a biodiesel com fornecimento por 10 anos, a partir de 1º de agosto de 2030. O valor obtido foi de R$ 787,15 mil por megawatt/ano, contra um preço-teto de R$ 1,75 milhão.

Comparativo com Leilão Anterior

Na quarta-feira (18), o leilão LRCAP nº 02 contratou potência de usinas hidrelétricas e termelétricas a carvão e gás natural. Este certame negociou 18,997 gigawatts de 100 usinas, com deságio de 5,52%, resultando em economia de mais de R$ 33,64 bilhões para os consumidores. Os investimentos gerados foram de R$ 64,5 bilhões.

Somando os dois leilões mais aguardados do setor de energia neste ano, o governo contratou 19,5 GW em potência, com predominância de combustíveis fósseis.

Com informações da Agência Brasil