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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
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Juros altos freiam indústria brasileira em 2025, aponta CNI

A indústria brasileira encerrou o ano de 2025 com uma desaceleração significativa, atribuída principalmente ao alto patamar da Taxa Selic. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou que os juros básicos da economia, em 15% ao ano, impactaram negativamente o setor.

O ciclo de juros elevados encareceu o acesso ao crédito para as empresas e reduziu o poder de compra dos consumidores. Essa conjuntura foi agravada pela demanda interna insuficiente e pelo aumento das importações, que ganharam espaço no mercado nacional.

A análise da CNI, divulgada em conjunto com a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, aponta que o prejuízo causado pelos juros altos foi “enorme”, impactando investimentos e a confiança do empresariado. Conforme informação divulgada pela CNI.

Impacto nos negócios e confiança

O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, ressaltou que a redução da Selic em 2024 impulsionou a demanda doméstica por bens da indústria de transformação em quatro vezes, comparado ao período até novembro de 2025. A queda na produção da indústria de transformação foi de 0,2%, com estoques acima do planejado.

A pressão externa também foi um fator relevante, com um aumento de 15,6% nas compras de bens de consumo no exterior em 2025. Isso dificultou a recuperação da indústria nacional enquanto o ritmo de produção diminuía.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) registrou o pior desempenho para janeiro em uma década, operando abaixo dos 50 pontos há 13 meses. A CNI diagnostica uma persistente falta de confiança que paralisa investimentos essenciais.

Riscos para 2026

A CNI alerta que, sem mudanças na política de juros e no estímulo à demanda interna, o crescimento econômico de 2026 está em risco. A entidade teme que a inércia produtiva e a baixa intenção de contratação prejudiquem não apenas a indústria, mas toda a economia brasileira no curto prazo.

A produção industrial geral fechou 2025 com crescimento modesto de 0,6%, bem abaixo dos 3,1% registrados em 2024. A desaceleração se acentuou no segundo semestre, coincidindo com o aperto monetário.

Com informações da Confederação Nacional da Indústria

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