
A inflação na porta de fábrica registrou uma queda de 4,53% em 2025, o menor índice desde 2014. O resultado, divulgado pelo IBGE, reflete a desaceleração de preços em diversos setores da indústria.
A principal força motriz por trás dessa retração foi o setor de alimentos, que apresentou uma deflação de 10,47%. Essa queda significativa teve um peso de -2,7 pontos percentuais no índice geral. O recuo nos preços dos alimentos foi influenciado pela diminuição das cotações internacionais do açúcar.
A valorização do real frente ao dólar, que atingiu 10,6% em 2025, também contribuiu para baratear produtos importados e, consequentemente, para a queda da inflação industrial.
Outros setores que apresentaram influências de baixa nos preços foram a indústria extrativa (-14,39%), com impacto de -0,69 p.p., o refino de petróleo e biocombustíveis (-5,64%), com -0,56 p.p., e a metalurgia (-8,06%), também com -0,56 p.p.
De acordo com Murilo Alvim, gerente do IPP, a deflação no setor extrativo foi justificada pela redução nos preços dos óleos brutos de petróleo, em decorrência do aumento da produção global e estoques elevados. Os minérios de ferro também ficaram mais baratos devido ao aumento da oferta global e à demanda mundial moderada.
Em paralelo, o IBGE divulgou a inflação oficial, o IPCA, que mede o custo de vida para famílias com renda de um a 40 salários mínimos. Em janeiro, o IPCA registrou 0,33%, acumulando 4,44% em 12 meses.
Com informações do IBGE







