
A equipe econômica do governo federal decidiu retirar do projeto de lei que aprimora os mecanismos de intervenção em instituições financeiras em crise a proposta de uso de recursos públicos para socorrer bancos. A mudança atende a uma forte resistência de parlamentares e marca uma inflexão na estratégia do Ministério da Fazenda.
Texto “maduro” para avançar
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o texto, agora sem o dispositivo polêmico, está “maduro” e pode prosseguir no Congresso Nacional. Ele explicou que outros mecanismos já previstos na proposta são suficientes para lidar com situações extremas no setor bancário.
Mudança de rumo e críticas
A exclusão do trecho que permitia o apoio da União reflete a dificuldade de aprovação no Congresso e as críticas ao uso de dinheiro público sem a necessidade de aval legislativo. A repercussão negativa da liquidação do Banco Master também contribuiu para a revisão da proposta.
Projeto busca modernizar regras do setor
Apresentado em 2019, o projeto de lei tem como objetivo modernizar os mecanismos de resolução de crises no sistema financeiro. A lógica é priorizar soluções de mercado antes de qualquer intervenção estatal, reduzindo riscos de contaminação econômica mais ampla.
Agenda econômica e despedida de Haddad
O ministro Fernando Haddad se reuniu com os presidentes do Senado e da Câmara para se despedir do cargo, agradecendo o apoio do Congresso à agenda econômica durante sua gestão. Ele destacou a parceria com o Legislativo para a aprovação de medidas importantes para o país.
Com informações da Agência Brasil








