
As expectativas do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e para o Produto Interno Bruto (PIB) mantiveram-se estáveis nas últimas projeções. Para 2024, a previsão de inflação para o ano é de 3,91%.
Inflação sob controle e meta do BC
As projeções para os anos seguintes também indicam estabilidade: 3,8% em 2027 (após uma leve alta de 3,79%), e 3,5% para 2028 e 2029. A estimativa para 2026 se mantém dentro do intervalo da meta de inflação de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Em janeiro, a inflação oficial fechou em 0,33%, impulsionada pela alta na conta de luz e na gasolina. O acumulado em 2025 atingiu 4,44%, segundo o IBGE. A divulgação da inflação de fevereiro está prevista para a próxima quinta-feira (12).
Juros básicos e cenário econômico
A taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve os juros pela quinta vez seguida em janeiro, mas sinalizou que poderá iniciar cortes em março, caso a inflação permaneça sob controle e sem surpresas econômicas. Mesmo com a redução esperada, os juros devem permanecer em níveis restritivos.
A estimativa para a Selic ao final de 2026 foi elevada para 12,13% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é de queda para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, chegando a 9,5% em 2029.
A elevação da Selic visa conter a demanda e a inflação, encarecendo o crédito e estimulando a poupança. Por outro lado, a redução da taxa tende a baratear o crédito, incentivando produção e consumo, o que pode diminuir o controle sobre a inflação e estimular a atividade econômica.
Com informações da Agência Brasil







