
O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de alívio nesta segunda-feira (16), com o dólar comercial registrando uma queda expressiva de 1,60% e encerrando o pregão cotado a R$ 5,229. A desvalorização da moeda americana acompanhou o movimento de melhora no cenário externo, que reduziu a aversão global ao risco.
Mercados reagem positivamente a fatores externos
A redução da tensão geopolítica e a queda nas cotações do petróleo foram os principais impulsionadores da recuperação. O barril do petróleo tipo Brent para maio fechou em queda de 2,84%, diante da expectativa de retomada do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. Essa melhora no humor dos mercados favoreceu ativos de economias emergentes, como o real.
Ibovespa avança e acompanha a tendência de alta
Em sintonia com o cenário externo, o Ibovespa, principal índice da B3, também apresentou recuperação. O índice avançou 1,25%, terminando o dia aos 179.875 pontos. A performance refletiu a melhora na percepção de risco global e a queda das commodities, aliviando a pressão sobre os mercados após dias de volatilidade.
Fatores domésticos e expectativa para o Copom
No cenário interno, as intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos, com operações de recompra de papéis, também foram vistas como um fator positivo. A medida contribuiu para ampliar a liquidez e reduzir tensões na curva de juros, com quedas expressivas nas taxas de contratos de Depósito Interfinanceiro (DI).
Os investidores também ajustam suas posições em antecipação à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, agendada para quarta-feira (18). A expectativa predominante é de um corte mais moderado na taxa Selic, possivelmente de 0,25 ponto percentual, levando os juros de 15% para 14,75% ao ano. Contudo, parte dos analistas considera a possibilidade de manutenção da taxa devido às pressões inflacionárias recentes.
Com informações da Agência Brasil








