
O dólar comercial fechou em alta de 1,87%, a R$ 5,261, nesta terça-feira (3), impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio. O índice Ibovespa, por sua vez, registrou o maior recuo do ano, caindo 3,27% e fechando aos 183.104 pontos. A busca global por ativos considerados mais seguros intensificou a volatilidade nos mercados.
A cotação do dólar chegou a acelerar para R$ 5,34 durante o pregão, atingindo o maior nível desde 26 de janeiro. Em meio à instabilidade, o Banco Central chegou a anunciar, e depois cancelar, dois leilões de linha de US$ 2 bilhões cada, alegando divulgação por engano.
Pressão global e commodities energéticas em alta
O agravamento do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, com reflexos em países como Líbano e Arábia Saudita, foi o principal gatilho para a aversão ao risco. O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, e o Catar suspendeu a produção de gás natural liquefeito.
Essa situação elevou os preços do petróleo Brent em mais de 4% e o gás natural na Europa em 22%, aumentando as preocupações com a inflação global e uma potencial desaceleração econômica. O índice DXY, que mede a força do dólar contra outras moedas fortes, subiu 0,66%.
PIB brasileiro e perspectiva de juros
No cenário doméstico, o IBGE divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025, porém com desaceleração no último trimestre. O dado reforça a expectativa de que o Banco Central possa optar por um corte menor na Taxa Selic, de 0,25 ponto percentual, na próxima reunião, impactado tanto pela desaceleração econômica quanto pela instabilidade internacional.
Juros mais altos tendem a segurar a cotação do dólar, mas podem prejudicar o crescimento econômico. O mau-humor nos mercados globais levou investidores a venderem ações e buscarem refúgio em ativos mais seguros, como a moeda americana.
Com informações da Agência Brasil







