
As vendas no comércio brasileiro atingiram um patamar recorde, impulsionadas principalmente pelo desempenho favorável do mercado de trabalho e pela expansão do crédito. O cenário positivo se consolida mesmo com a taxa básica de juros, a Selic, em seu maior nível desde 2006.
Mercado de trabalho em alta
O crescimento de 2,9% na massa salarial em janeiro, atingindo R$ 370,3 bilhões, é um dos principais fatores que explicam o aquecimento das vendas. A massa salarial representa o total de rendimentos recebidos pelos trabalhadores.
Adicionalmente, a taxa de desemprego registrou 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, o menor índice já apurado. O número de pessoas ocupadas também alcançou um recorde, com 102,7 milhões de brasileiros empregados no período.
Crédito em expansão e juros altos
A oferta de crédito para pessoas físicas cresceu 1,6% em janeiro, demonstrando resiliência apesar da Selic em 15% ao ano. Segundo o analista do IBGE, a taxa de juros elevada não resultou em queda no crédito para pessoa física, principal motor do comércio.
Embora os empréstimos para veículos tenham recuado 6,2%, o crédito pessoal continua a sustentar a expansão ou manutenção do comércio em níveis elevados.
O papel da concorrência e do Open Finance
A professora de economia Gecilda Esteves, do Ibmec-RJ, explica a expansão do crédito à pessoa física, mesmo com a Selic alta, pela crescente concorrência entre instituições financeiras e a maior bancarização da economia.
A proliferação de fintechs e a digitalização bancária aumentam a oferta de recursos e a capacidade de distribuição, favorecendo a inclusão financeira. O Open Finance também contribui ao permitir que as instituições analisem melhor o risco de crédito dos clientes com base em seu histórico bancário.
Com informações da Agência Brasil







