
A Caixa Econômica Federal estima que sua carteira de crédito alcance a marca de R$ 1,5 trilhão ainda no primeiro semestre deste ano. A projeção foi divulgada pelo presidente do banco, Carlos Vieira, em entrevista coletiva realizada em São Paulo.
Em 2025, a carteira de crédito da Caixa somou R$ 1,38 trilhão, representando uma expansão de 11,5% em relação ao ano anterior. Os setores de financiamento imobiliário, crédito comercial para pessoas jurídicas e para pessoas físicas apresentaram os maiores crescimentos, com taxas de 13%, 14,2% e 13,4%, respectivamente. Para este ano, o banco projeta uma expansão entre 9% e 13%.
Lucro recorde e cenário de aquisições
No ano passado, a Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões, um aumento de 10,4% em comparação com o ano anterior.
Durante a entrevista, Carlos Vieira comentou sobre a possibilidade de o banco adquirir ativos do Banco de Brasília (BRB). “A Caixa olha para toda essa situação como um banco qualquer de mercado, que se tiver alguma carteira que interesse, vai discutir”, afirmou.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou recentemente um projeto de capitalização para o BRB, visando cobrir prejuízos operacionais. O projeto autoriza o DF a capitalizar o banco e a contratar empréstimos de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou outras instituições financeiras.
FGC e setor agropecuário
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou em fevereiro um plano emergencial para recompor seu caixa após a liquidação do Banco Master. A diretoria da Caixa informou que não prevê impactos em seu balanço decorrentes dessa recomposição do FGC.
Sobre a inadimplência no setor do agronegócio, que atingiu 14,09% no último trimestre de 2025, o vice-presidente financeiro da Caixa, Marcos Brasiliano, afirmou que este é um desafio enfrentado por todo o mercado.
A estratégia do banco é manter a carteira do agro próxima ao patamar atual de R$ 62,9 bilhões. Henriete Sartori, vice-presidente de risco, espera uma estabilização na inadimplência do setor já no primeiro trimestre deste ano, com a expectativa de observar um platô devido às safras.
Com informações da Agência Brasil







