
O Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários. A medida, que afeta um conglomerado financeiro de pequeno porte (segmento S4), foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, incluindo deterioração da liquidez e infrações às normas regulatórias.
O Banco Pleno, anteriormente conhecido como Banco Voiter, foi comandado por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, instituição que foi alvo da Operação Compliance Zero, investigando concessão de créditos falsos que poderiam chegar a R$ 17 bilhões.
Proteção aos credores e bloqueio de bens
O Banco Pleno informou que possui uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis para garantia, totalizando R$ 4,9 bilhões. Os pagamentos serão efetuados conforme regulamentado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com limite de R$ 250 mil por credor. O FGC disponibilizou um aplicativo para agilizar o processo de solicitação e pagamento das garantias.
Em paralelo à liquidação, o BC determinou a indisponibilidade dos bens de controladores e ex-administradores do conglomerado Pleno. A medida visa assegurar o ressarcimento de eventuais prejuízos e a integridade do processo. Entre os nomes atingidos estão Armando Miguel Gallo Neto, Augusto Ferreira Lima, Daniel Bueno Vorcaro e Felipe Wallace Simonsen, além de ex-administradores.
Impacto no Sistema Financeiro Nacional
O conglomerado Pleno representa uma parcela pequena do Sistema Financeiro Nacional, detendo 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais. O BC ressaltou que outras medidas podem ser tomadas para apurar responsabilidades, incluindo sanções administrativas e comunicação às autoridades competentes, caso as suspeitas de irregularidades se confirmem.
Com informações da Agência Brasil







