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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
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Acervo Histórico de Arte Afro-Brasileira Retorna ao Brasil em Repatriação Monumental

O Brasil celebra a chegada de um dos maiores acervos de arte afro-brasileira já repatriados ao país. Um conjunto de 666 obras, criadas por 135 artistas afro-brasileiros, foi oficialmente reincorporado ao patrimônio nacional nesta segunda-feira (26). As peças, que compõem o acervo Con/Vida, foram organizadas pelas colecionadoras norte-americanas Bárbara Cervenka e Marion Jackson e doadas internacionalmente. A expectativa é que a exposição ao público ocorra já no início de março.

Este importante conjunto artístico, que abrange três décadas de produção, inclui uma vasta gama de tipologias como pinturas, esculturas, fotografias, gravuras, xilogravuras, arte sacra, objetos rituais e estampas. Nomes fundamentais da arte afro-brasileira, como J. Cunha, Babalu, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia, Raimundo Bida, Sol Bahia e Manoel Bonfim, estão representados neste acervo significativo. A iniciativa contou com o apoio do Ministério da Cultura (MinC).

Um Marco para a Memória e Identidade Nacional

Durante a cerimônia de reintegração, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou o caráter simbólico da repatriação. “Esses bens culturais retornam como objetos artísticos e como testemunhos vivos da memória afro-brasileira, reforçando a dignidade, a identidade e o pertencimento cultural do povo brasileiro”, afirmou Menezes, ressaltando o reencontro do Brasil com sua própria história.

Muncab Amplia sua Coleção e Missão

Com a incorporação deste novo conjunto, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador, consolida-se como um dos principais guardiões da arte afro-brasileira no país. A diretora do Muncab, Jamile Coelho, enfatizou que a devolução representa uma oportunidade ímpar para expandir o conhecimento sobre a produção cultural brasileira, seus bens e a importância do direito à memória e à reparação histórica.

“Trata-se de uma devolução de profundo valor simbólico e histórico. Essa coleção deixou o Brasil legalmente e retorna por decisão consciente das colecionadoras, que reconheceram a importância de seu retorno à origem. Este acervo fortalece a missão do museu de contar a história do Brasil a partir de perspectivas democráticas, inclusivas e plurais”, declarou Coelho.

Com informações da Agência Brasil