
O corpo do adolescente Deivison Rocha Dantas, de 13 anos, que faleceu após ser atacado por um tubarão em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, foi sepultado na tarde de sexta-feira (30). A vítima sofreu a mordida na quinta-feira e não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), a lesão na coxa direita do jovem, com 33 cm de diâmetro, apresenta um padrão de dentição compatível com o do tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas). Essa espécie é frequentemente encontrada na área.
Características do ataque e ambiente favorável
O Cemit destacou que a dentição do tipo “garfo/faca” é característica do gênero Carcharhinus, reforçando a hipótese do tubarão-cabeça-chata. As condições ambientais do local do ataque, próximas a estuários e à foz de rios, são consideradas propícias para a espécie, que tem afinidade com ambientes costeiros e de influência fluvial.
Histórico de incidentes e áreas de risco em Pernambuco
Desde 1992, Pernambuco registrou 82 incidentes com tubarões, a maioria concentrada no litoral continental da Região Metropolitana do Recife. Um trecho de 33 quilômetros de praia, entre a Praia do Paiva (Cabo de Santo Agostinho) e a Praia do Farol (Olinda), é considerado de atenção especial pelo Cemit.
Atualmente, um decreto estadual proíbe atividades náuticas nesse trecho de 33 km, mas o banho de mar não é totalmente vedado, com exceção de 2,2 km da Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.
Sinalização e novos projetos de monitoramento
O litoral pernambucano conta com 150 placas de sinalização sobre a área sujeita a incidentes com tubarões, sendo 13 delas em Olinda. O governo de Pernambuco anunciou a retomada do monitoramento de tubarões no litoral do estado, interrompido desde 2015, com o uso de microchips. O projeto terá foco nos 33 km de praias prioritárias e prevê um investimento de mais de R$ 1 milhão.
Com informações da Agência Brasil







