
Em um movimento que busca mitigar temores sociais sobre o desenvolvimento da inteligência artificial (IA), grandes empresas de tecnologia anunciaram um acordo de autorregulação. Simultaneamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma Ordem Executiva determinando que todos os documentos oficiais do governo passem a referir-se à tecnologia como ‘superinteligência’.
Big techs buscam autodisciplina
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, destacou que o acordo de autorregulação representa um ponto de partida. “A ideia não é que isso seja a única coisa que faremos. É um começo e um acordo que todo o setor pode adotar”, afirmou Zuckerberg.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa que tem alertado para os riscos da IA, reiterou sua crença de que a tecnologia apresenta perigos “muito reais”. Ele ressaltou a necessidade de colaboração para gerenciar esses riscos de forma segura.
Mudança de terminologia oficial
A Ordem Executiva assinada por Trump determina a adoção do termo ‘superinteligência’ para descrever a IA em documentos governamentais. Segundo o documento, o novo termo “captura de forma mais apropriada a promessa, o potencial e as capacidades em rápido avanço dessas tecnologias”.
Críticos, como o cientista brasileiro Miguel Nicolelis, argumentam que o termo ‘inteligência’ na IA é mais uma estratégia de marketing do que uma descrição precisa de suas capacidades. Para eles, a designação busca valorizar os serviços oferecidos pelas gigantes da tecnologia, sugerindo habilidades humanas que os sistemas ainda não possuem.
Com informações da Agência Brasil








