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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Rodoviários do Rio e empresários não chegam a acordo em nova audiência no TRT-1

Uma nova audiência de conciliação entre o sindicato das empresas de ônibus do Rio de Janeiro, a Rio Ônibus, e os rodoviários não chegou a um acordo nesta segunda-feira (6), no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). As negociações serão retomadas na quarta-feira (8), às 11h, para que as partes analisem as propostas discutidas.

Os empresários elevaram a oferta de reajuste do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,39% para 4,5%. No entanto, a pedido do TRT-1 e do Ministério Público do Trabalho (MPT), os empregadores devem apresentar uma nova proposta que contemple ao menos 5%, percentual já concedido aos rodoviários de Nova Iguaçu e Duque de Caxias.

O presidente da Rio Ônibus, José Gouvea, informou que realizará uma reunião com os donos de empresas nesta terça-feira (7) para avaliar a possibilidade de atender à solicitação do TRT e do MPT. Ele alegou que as empresas enfrentam uma situação financeira delicada, com receita inferior à de 2023.

Por outro lado, o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, Sebastião José, espera uma melhora na proposta dos patrões. Os rodoviários farão uma assembleia nesta terça-feira (7), às 16h, e podem decidir por uma nova paralisação. A categoria havia suspendido temporariamente a greve no dia 2 de junho para aguardar uma proposta mais vantajosa.

Os ônibus urbanos do Rio de Janeiro transportam cerca de 32 milhões de passageiros mensalmente. A categoria reivindica reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação de benefícios e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.

A greve teve início em 29 de junho, após o Sindicato dos Rodoviários ajuizar dissídio coletivo de greve e de natureza econômica em 27 de junho. O TRT havia concedido liminar autorizando a paralisação, com a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional. Posteriormente, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, ampliou o percentual mínimo para 80% em atendimento a pedido do município do Rio de Janeiro.

Com informações da Agência Brasil