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sexta-feira, 17 de abril de 2026
Brasil População brasileira envelhece e busca moradias menores e alugadas, aponta pesquisa

População brasileira envelhece e busca moradias menores e alugadas, aponta pesquisa

A população brasileira continua a crescer, porém em um ritmo cada vez menor e com um perfil demográfico em transformação. Paralelamente, observa-se um aumento significativo no número de pessoas que optam por morar sozinhas, um reflexo de mudanças sociais e econômicas no país. Essa tendência é acompanhada por uma elevação na proporção de domicílios alugados e uma leve queda nas moradias próprias quitadas.

Mudanças nos arranjos familiares e moradia

O percentual de domicílios compostos por uma única pessoa atingiu 19,7% em 2025, um salto considerável em relação aos 12,2% registrados em 2012. Embora o arranjo nuclear, que inclui casais ou pais com filhos, ainda seja o mais comum com 65,6%, sua prevalência diminuiu em comparação com 2012 (68,4%).

A pesquisa aponta que, entre os que moram sozinhos, a faixa etária de 30 a 59 anos é predominante entre os homens (56,6%), enquanto entre as mulheres, o maior grupo é o de 60 anos ou mais (56,5%).

Mercado imobiliário e tipos de habitação

A condição de ocupação dos imóveis também reflete essas mudanças. A proporção de domicílios alugados subiu para 23,8%, um aumento de 5,4 pontos percentuais desde 2016. Em contrapartida, domicílios próprios quitados caíram para 60,2%, uma redução de 6,6 pontos percentuais no mesmo período.

Quanto ao tipo de habitação, as casas ainda são a maioria, representando 82,7%, mas houve um recuo em seu percentual. Os apartamentos, por sua vez, aumentaram sua participação, chegando a 17,1%.

Infraestrutura: avanços e desigualdades persistentes

Indicadores de infraestrutura mostram progressos, mas as desigualdades regionais permanecem evidentes. O acesso à água por rede geral alcança 86,1% dos domicílios no país, com 93,1% nas áreas urbanas e apenas 31,7% nas rurais.

A Região Norte apresenta o menor índice de acesso à rede geral de água (60,9%), com uma parcela significativa de domicílios dependendo de poços (22,8%). O Sudeste, por outro lado, tem 92,4% de seu abastecimento de água vindo da rede geral.

Saneamento básico e coleta de lixo

No saneamento, 71,4% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede geral ou fossa ligada à rede. Contudo, esse índice cai drasticamente para 30,6% no Norte, onde métodos mais precários de esgotamento ainda são comuns (39,3%). No Sudeste, o acesso à rede é de 90,7%.

A coleta direta de lixo por serviços de limpeza atinge 86,9% dos domicílios nacionais, um avanço de 4,2 pontos percentuais desde 2016. As regiões Norte e Nordeste registram os menores índices de coleta direta (ambas com 79,3%) e os maiores percentuais de lixo queimado nas propriedades (14,5% e 13%, respectivamente).

Energia elétrica e bens duráveis

O acesso à energia elétrica caminha para a universalização, com apenas 2,7% dos domicílios rurais sem ligação à rede, índice que cai para 0,5% nas áreas urbanas. A zona rural da Região Norte ainda concentra os piores números, com 15,1% dos domicílios sem acesso à energia elétrica.

A pesquisa também revela um aumento no acesso a bens duráveis. Em 2025, 98,4% dos domicílios possuíam geladeira e 72,1%, máquina de lavar, índices superiores aos de 2016 (98,1% e 63%, respectivamente). O percentual de domicílios com carro chegou a 49,1%, e com motocicletas, a 26,2%.

Com informações da Agência Brasil