
A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou três técnicos de enfermagem sob acusação de envolvimento na morte de três pacientes no Hospital Anchieta. Os profissionais são suspeitos de injetar medicamentos de forma indevida e, em ao menos uma ocasião, desinfetante nas vítimas.
Investigação e indiciamentos
As vítimas fatais foram identificadas como a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos; o servidor público João Clemente Pereira, 63 anos; e o também servidor público Marcos Moreira, 33 anos. A Polícia Civil informou que o processo criminal tramita em sigilo judicial e não divulgou as motivações dos investigados.
A investigação, que culminou na Operação Anúbis em meados de janeiro, apura outras mortes suspeitas em hospitais onde os indiciados trabalharam. Os três técnicos de enfermagem já haviam sido demitidos pelo Hospital Anchieta, que denunciou à polícia as “circunstâncias atípicas” das mortes ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Modus Operandi
Segundo o delegado Wisllei Salomão, as provas reunidas indicam que um dos técnicos injetou um medicamento comum em UTIs diretamente na veia dos pacientes, o que pode causar parada cardíaca e morte. Em pelo menos duas ocasiões, o mesmo técnico teria acessado o sistema hospitalar logado em nome de médicos para receitar o medicamento indevido.
Imagens de câmeras de segurança da UTI, prontuários médicos e depoimentos de outros funcionários foram cruciais para a investigação. A polícia também aponta que os outros dois técnicos de enfermagem foram coniventes com os atos, com um deles auxiliando na busca do medicamento na farmácia e estando presente durante a ministração.
A Polícia Civil segue apurando outros casos suspeitos em diferentes estabelecimentos de saúde onde os indiciados prestaram serviço.
Com informações da Agência Brasil







