
A Secretaria de Economia do Distrito Federal informou que promotores e policiais civis apreenderam equipamentos de trabalho de servidores da pasta, em uma ação que tem como alvos o PicPay e o BRB. Segundo a pasta, os acordos para concessão de empréstimos consignados sob suspeita foram firmados em gestões anteriores.
Investigação foca em conduta de agentes públicos
A secretaria esclareceu que a investigação se concentra na conduta de agentes públicos e não na atuação institucional da pasta. O órgão distrital garantiu estar colaborando com as investigações e prestando todo o apoio necessário às diligências.
PicPay nega irregularidades
Em nota, o PicPay afirmou que não há irregularidades em suas operações e rejeitou as alegações de cobranças indevidas em créditos consignados. O banco assegurou que o valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, após solicitação via aplicativo, sem intermediários ou cobranças nessa modalidade.
A empresa garantiu que seus produtos atendem às normas vigentes e são submetidos a rigorosos controles. O PicPay disse que continuará colaborando com as autoridades e confia que a regularidade de sua atuação será confirmada.
BRB: Foco na BRB Serviços
O BRB informou que o alvo das investigações do MPDFT não é o banco, mas sim a BRB Serviços, empresa do conglomerado com atribuições e CNPJ próprios. Essa empresa atua na gestão de plataforma tecnológica para operacionalização de descontos em folha.
O banco negou ter contratos com a PicPay e reiterou que sua atuação na folha de pagamento dos servidores distritais se restringe à operacionalização dos descontos. O BRB garantiu não ter responsabilidade direta pela concessão de empréstimos de terceiros.
Iprev-DF colabora com extração de dados
O Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF) também se pronunciou, garantindo não ser alvo da operação. A atuação das autoridades em suas dependências teve como finalidade o acesso e a extração de relatórios e informações do sistema de folha de pagamento relacionados às consignações.
Outros citados
A reportagem não conseguiu contato com Eduardo Chedid Simões ou seus advogados. A defesa do ex-presidente do banco público, Paulo Henrique Costa, informou que ainda não teve acesso aos autos e se manifestará após conhecimento das novas suspeitas.
Com informações da Agência Brasil








