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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Operação Contenção: Polícia do Rio mira braço do Comando Vermelho especializado em roubo de carros

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta quarta-feira (5), uma operação para prender dezenas de suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV), a principal facção criminosa do estado. A ação visa desarticular um braço da organização especializado em roubo de automóveis.

Alvo: Quadrilha de roubo de veículos

Até as 11h, oito pessoas haviam sido presas. A investigação, conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP), faz parte da Operação Contenção.

Os alvos principais são integrantes da quadrilha oriundos da comunidade Fallet-Fogueteiro, localizada em morros da região central do Rio de Janeiro.

Ciclo de financiamento do crime

Segundo a polícia, a atuação da quadrilha se expandiu para bairros próximos, como Santa Teresa, Centro e Grande Tijuca. O objetivo era aumentar o poder econômico e a capacidade operacional da facção.

Os veículos roubados ou furtados abasteciam desmanches clandestinos e o comércio ilegal de peças. O material era utilizado em outras atividades criminosas, alimentando um ciclo de financiamento para o CV.

A investigação inicial focava no tráfico de drogas. No entanto, o aumento expressivo de roubos e furtos de veículos na região chamou a atenção das autoridades, indo na contramão da tendência de redução desses crimes na cidade.

Inteligência e apoio especializado

A operação conta com o apoio de delegacias especializadas e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), divisão de elite da Polícia Civil. Um amplo trabalho de inteligência, com análise de imagens e cruzamento de dados, fundamentou os pedidos de prisão preventiva.

Operação Contenção: histórico

Iniciada em 2025, a Operação Contenção tem como objetivo desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do Comando Vermelho. A primeira fase, realizada no Complexo do Alemão no fim de outubro do ano passado, resultou em 122 mortes, sendo a ação mais letal da história do país.

Desde então, a operação contabiliza 137 suspeitos mortos, 370 presos e cerca de 480 armas apreendidas, incluindo 190 fuzis.

Com informações da Agência Brasil