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MP de Minas alerta sobre riscos da exposição de menores nas redes sociais

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) emitiu um alerta sobre os perigos da exposição excessiva de crianças e adolescentes nas redes sociais. Segundo o promotor André Salles, a divulgação de informações pessoais pode ser explorada por criminosos para a elaboração de golpes e a prática de crimes como a montagem de fotos.

Salles enfatizou a necessidade de os pais e responsáveis estabelecerem limites claros para o uso das redes sociais por menores. Mesmo quando fotos ou dados são compartilhados, é fundamental restringir o acesso a essas informações. “Porque essas informações são valiosas para bandidos quando vão elaborar seus golpes”, alertou o promotor.

Ele explicou que criminosos podem criar uma falsa sensação de confiança, apresentando-se como figuras de autoridade, como diretores de escola ou gerentes de banco. Essa tática torna a armadilha mais crível para as vítimas, que acabam fornecendo informações valiosas a partir do que é divulgado online.

O MPMG tem promovido campanhas de conscientização para reduzir a exposição de dados na internet, especialmente entre jovens. O objetivo é reforçar o controle parental e definir os limites para a divulgação de informações pessoais, pois, como alertou Salles, “qualquer informação serve como identidade”. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Cibernético (Gaeciber) também realiza ações internas para conscientizar os funcionários do órgão.

Uso responsável da internet

Com 94% da população brasileira conectada à internet, segundo dados do IBGE de 2024, o promotor ressaltou a importância da conscientização sobre o uso responsável. O Gaeciber atua continuamente na prevenção e na conscientização sobre os cuidados necessários para evitar crimes cibernéticos.

Resultados na repressão a crimes

Recentemente, foi criada uma força-tarefa focada em combater golpes, como os relacionados ao pagamento do IPVA, e em atuar na repressão a crimes cibernéticos, com resultados expressivos em condenações. No ano passado, a força-tarefa obteve sentenças que somaram mais de 14 anos de prisão para autores de crimes sexuais e mais de 12 anos para casos de extorsão, demonstrando a gravidade desses delitos.

Com informações do Ministério Público de Minas Gerais

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