
Fintechs investigadas nesta quinta-feira (data da operação) movimentaram cerca de R$ 26 bilhões em operações financeiras consideradas atípicas. A ação, que cumpriu 59 mandados de busca e apreensão, visa desarticular a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lavagem de dinheiro.
Vácuo regulatório facilitou movimentações
O secretário especial da Receita Federal destacou que as mudanças implementadas no ano passado foram cruciais para viabilizar a operação. Ele ressaltou que existia um “vácuo regulatório e de governança” que permitia às fintechs operar com menos transparência que bancos tradicionais.
“Quando a Receita Federal foi fechar esta brecha, no ano passado, fomos vítimas da maior onda de fake news da história da Receita”, afirmou o secretário, defendendo o caminho atual como o correto para combater o crime organizado.
PCC se reestruturou e expandiu atuação
Segundo o Ministério Público de São Paulo, o PCC não cessou suas atividades de lavagem de dinheiro e desvio de nafta, mesmo após a operação “Carbono Oculto” realizada no ano passado.
A organização criminosa se reestruturou e expandiu suas operações, mantendo o mesmo padrão de crimes. Enquanto na “Carbono Oculto” o PCC utilizava três fintechs, com a reorganização passou a empregar mais seis instituições financeiras desse tipo.
Contas-bolsão como fachada para lavagem de dinheiro
As seis fintechs em questão atuavam por meio de contas abertas em bancos tradicionais, conhecidas como “contas-bolsão”. Esse mecanismo permitia camuflar a lavagem de dinheiro através de movimentações de difícil rastreio pelas autoridades.
Através de investigações detalhadas, as autoridades conseguiram detectar essas movimentações de capital, identificando a origem e o destino dos recursos ilícitos.
Com informações da Agência Brasil








