
As denúncias de crimes cibernéticos registraram um aumento significativo de 28,4% em 2025 em todo o Brasil, de acordo com dados divulgados pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos da ONG SaferNet. Foram recebidas 87.689 queixas únicas no ano passado, representando um acréscimo de 19.403 em relação a 2024.
Abuso infantil e misoginia em alta
A maior parte das notificações, 63.214 casos, esteve relacionada a imagens de abuso e exploração sexual infantil, marcando a segunda maior cifra histórica para este tipo de crime, superada apenas por 2023. A SaferNet atribui parte desse crescimento ao uso de Inteligência Artificial.
Em segundo lugar no ranking de denúncias aparecem os casos de misoginia, violência e discriminação contra mulheres, com 8.728 registros. As denúncias de apologia e incitação a crimes contra a vida somaram 4.752, e as de racismo, 3.220.
O aumento mais expressivo foi observado nas denúncias de misoginia, que saltaram de 2.686 para 8.728, um crescimento de 224,9%.
Xenofobia em queda, outros crimes em ascensão
Apenas as denúncias de xenofobia apresentaram recuo, caindo de 3.449 para 755 casos. Já os casos de tráfico de pessoas mantiveram-se estáveis, com 442 denúncias. Por outro lado, houve aumento nas notificações de intolerância religiosa, LGBTfobia, neonazismo e maus tratos a animais.
Helpline com mais de 2.200 atendimentos
O canal de ajuda gratuito da SaferNet, o Helpline, registrou um aumento de 39% nos atendimentos entre 2024 e 2025, totalizando 2.254. Os principais motivos de busca foram exposição de imagens íntimas (576), saúde mental (332), problemas com dados pessoais (228), fraudes e golpes (212), e casos de abuso e exploração sexual (209).
Os dados foram apresentados pela SaferNet durante as celebrações do Dia da Internet Segura, um evento organizado em parceria com o NIC.br e o CGI.br.
É possível fazer denúncias de crimes cibernéticos, como abuso infantil e crimes de ódio, por meio da Central Nacional de Denúncias da Safernet Brasil, garantindo o anonimato do denunciante. Basta copiar e colar o link do conteúdo suspeito no formulário disponível no site.
Com informações da SaferNet Brasil







