Início Brasil Carnaval seguro: especialistas alertam sobre cuidados essenciais com saúde e hidratação

Carnaval seguro: especialistas alertam sobre cuidados essenciais com saúde e hidratação

Com a chegada do Carnaval, a alegria e a agitação tomam conta das ruas. No entanto, especialistas alertam que é fundamental redobrar os cuidados com a saúde para garantir uma festa segura e sem imprevistos. A desidratação, a má alimentação e o consumo excessivo de álcool são os principais vilões que podem comprometer o bem-estar dos foliões.

Hidratação: a prioridade número um

A nutricionista Anete Mecenas, da Universidade Estácio, enfatiza a importância da hidratação contínua, especialmente em longos períodos expostos ao calor. A recomendação é consumir, no mínimo, dois litros de água por dia, além de água de coco e bebidas isotônicas para repor os líquidos perdidos.

“O foco é aumentar a ingestão de água, água de coco, bebidas isotônicas, que vão prevenir mal-estar associado à desidratação”, explica Mecenas. Ela também aconselha a não pular refeições e manter uma alimentação leve e regular, com iogurtes, frutas, sanduíches naturais e castanhas, evitando alimentos de fácil contaminação como maioneses.

Alimentação e álcool: atenção redobrada

O cirurgião gastroenterologista Rodrigo Barbosa, do Hospital Sírio Libanês, reforça que a hidratação funciona como um “controle de danos” em um período de risco, que inclui privação de sono, calor intenso, álcool e alimentação irregular. Ele alerta para o consumo de alimentos de procedência duvidosa e ultraprocessados, que podem levar a infecções intestinais, gastrite e desidratação.

Barbosa também destaca os perigos do consumo de álcool em jejum e a atenção com bebidas de procedência desconhecida vendidas em blocos de rua, que podem conter substâncias perigosas como o metanol. A dica é intercalar o consumo de álcool com água para evitar a desidratação.

Cuidados cardiovasculares e uso de medicamentos

O cardiologista Leandro da Silva Elias alerta que o calor excessivo pode sobrecarregar o sistema circulatório, aumentando o risco de complicações cardiovasculares, como arritmias, desmaios e até Acidente Vascular Cerebral (AVC). Grupos de risco, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades, devem ter atenção especial.

Elias também desaconselha o uso excessivo de anti-inflamatórios e antiácidos, que podem mascarar sintomas e agravar quadros como úlceras e gastrites. Em caso de sintomas persistentes como diarreia (mais de 48h), vômitos, febre ou dor abdominal intensa, a procura por um pronto-socorro é fundamental.

Com informações da Agência Brasil

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