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Após 24 dias, buscas por crianças desaparecidas no MA focam em mata e rio com auxílio de cães e sonar

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, que desapareceram há 24 dias no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão, foram intensificadas em áreas de mata e na margem do Rio Mearim. Cães farejadores indicaram a presença das crianças nessas regiões, direcionando os esforços das equipes de investigação da Polícia Civil.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que as buscas continuam em mata, rios e lagos, paralelamente a uma investigação rigorosa. Ele ressaltou que detalhes sobre a apuração não são divulgados para não comprometer o trabalho policial e desmentiu boatos sobre o paradeiro das crianças em São Paulo, classificando a informação como falsa e criticando a disseminação de fake news.

Intensificação das buscas e novas tecnologias

A área de busca abrange aproximadamente 54 quilômetros quadrados, caracterizada por vegetação densa, terreno irregular e de difícil acesso, além de açudes, o Rio Mearim e lagos. O primo das crianças, Anderson Kauan, de 8 anos, que havia desaparecido junto com eles no dia 4 de janeiro e foi encontrado em 7 de janeiro, auxiliou nas buscas. Após receber alta hospitalar, ele guiou os policiais até uma cabana abandonada próxima ao rio, indicando o caminho percorrido com os primos.

Para otimizar a procura no Rio Mearim, militares da Marinha estão utilizando um equipamento de sonar em um trecho de 3 km. O sonar mapeia áreas submersas, mesmo em condições de pouca visibilidade, buscando vestígios das crianças. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros também participam dos trabalhos no leito do rio.

Investigação rigorosa e desmentido de fake news

O secretário Maurício Martins reforçou que todas as pessoas ouvidas até o momento foram chamadas na condição de testemunhas e que qualquer informação em contrário é falsa. Ele enfatizou que informações incorretas aumentam o sofrimento da família e podem configurar crime. A Polícia Civil segue conduzindo a investigação de forma rigorosa para dar uma resposta à família e à comunidade local.

Com informações da Agência Brasil