
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) promoveu, em Manaus, o “II Workshop Água e Clima: Saberes da Amazônia”, reunindo pesquisadores, técnicos e representantes de instituições para debater a gestão hídrica e os impactos das mudanças climáticas no Amazonas. O evento, alusivo ao Dia Mundial da Água e ao Dia Internacional das Florestas, abordou práticas sustentáveis, inovação no tratamento de resíduos e adaptação climática em comunidades.
Durante o evento, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, destacou os avanços nas políticas de recursos hídricos no estado, como a implementação do plano de gestão da bacia do Tarumã e a criação de novos comitês de bacias hidrográficas, incluindo a gestão comunitária do Igarapé do Quarenta. Ele ressaltou que essas iniciativas têm servido de referência para outros estados da Amazônia Legal e para o Brasil.
O workshop contou com painéis temáticos e apresentações científicas que focaram na integração entre órgãos públicos, instituições de pesquisa e a sociedade civil para a construção de soluções voltadas à conservação da água e à melhoria da qualidade de vida da população. Foram discutidas experiências em gestão da água, inovação tecnológica nos rios amazônicos e iniciativas de acesso à água em comunidades.
À tarde, as discussões se aprofundaram nos impactos das mudanças climáticas, com foco nas percepções das populações amazônicas, gestão de desastres e estudos científicos. Mônica Vasconcelos, analista do Censipam, enfatizou a importância de incorporar o conhecimento tradicional nas políticas públicas para que sejam efetivas, dada a forte relação entre o homem e a natureza na Amazônia.
O que isso significa na prática
A realização deste workshop demonstra um esforço contínuo do governo do Amazonas em criar e aprimorar políticas públicas que visam proteger um dos bens mais preciosos da região: a água. A inclusão de saberes tradicionais e a participação comunitária na gestão dos recursos hídricos são fundamentais para que as estratégias sejam eficazes e sustentáveis a longo prazo. Ao capacitar gestores públicos e envolver a sociedade civil, o estado busca fortalecer a governança das águas e promover a resiliência frente às mudanças climáticas, que já afetam diretamente a vida das populações amazônicas, desde o abastecimento de água até a segurança em caso de desastres naturais.
Como isso afeta a população
Para a população do Amazonas, essas discussões e ações práticas significam um futuro com maior segurança hídrica e ambiental. A gestão aprimorada das bacias hidrográficas e a adaptação às mudanças climáticas podem resultar em melhor acesso à água potável, menor risco de enchentes e secas extremas, e a preservação dos ecossistemas que sustentam a vida e a economia local. Além disso, a valorização do conhecimento tradicional nas políticas públicas reforça a identidade cultural e a autonomia das comunidades amazônicas na gestão de seus territórios.
Com informações da Agência Amazonas








