
Em celebração ao Dia Nacional do Artesão, o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+) reforça seu compromisso em incentivar e fortalecer o trabalho de mulheres artesãs. Executado pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), o programa vai além das obras de infraestrutura, com uma Política de Gênero focada na autonomia feminina através da qualificação profissional e do empreendedorismo.
O secretário da Sedurb e da UGPE, Marcellus Campêlo, destaca a importância das ações socioeconômicas do Prosamin+ na transformação de vidas. “Neste Dia do Artesão, reforçamos a importância de reconhecer esse trabalho que, além de expressar cultura e criatividade, também gera renda e autonomia para inúmeras famílias”, afirmou.
Campêlo ressalta que o programa trabalha diretamente com as pessoas, especialmente mulheres, oferecendo oportunidades para conquistar autonomia financeira, fortalecer a autoestima e melhorar a qualidade de vida, muitas delas chefes de família.
Histórias de transformação pelo artesanato
Sulimara Freitas, 54 anos, é um exemplo de sucesso. A artesã, natural de Parintins, encontra no artesanato uma fonte de renda e propósito, utilizando sua produção para expressar a riqueza cultural da região com peças em madeira, cimento e materiais recicláveis.
“Sempre foi minha fonte de renda. Busquei me profissionalizar cada vez mais para sustentar meus filhos”, conta Sulimara, que mesmo formada em pedagogia, encontrou no artesanato a estabilidade financeira. Ela ressalta que faz “tudo com muito amor, e isso chega até os meus clientes”.
Bazar das Empreendedoras: um impulso para a comercialização
O Bazar das Mulheres Empreendedoras, iniciativa do Prosamin+, tem sido fundamental para ampliar o alcance do trabalho de artesãs como Sulimara. Atualmente, mais de 100 beneficiárias participam, sendo 22 focadas no artesanato.
Através do bazar, que oferece capacitações e espaços de venda, Sulimara tem divulgado e comercializado suas peças únicas. “Participar do bazar me ajudou muito e continua ajudando. Sempre preparo peças diferentes, únicas, porque gosto dessa diversidade”, explica.
Viviane Dutra, subcoordenadora social da UGPE, enfatiza que o bazar é um incentivo para quem já empreende. “O objetivo também é ajudar tanto as artesãs como as demais empreendedoras do Prosamin+, para que desenvolvam e melhorem suas habilidades nas vendas”, disse.
Impacto além da renda
Segundo o psicólogo Afonso Brasil, da equipe de Projetos Sociais da UGPE, o impacto do artesanato transcende a geração de renda. “A prática do artesanato, para além do aspecto econômico, que por si só já impacta na autonomia, no empoderamento e reflete diretamente na autoestima, é também uma expressão de arte muito subjetiva”, explicou.
Brasil observa que, nos encontros e cursos, as artesãs constroem laços, trocam experiências e fortalecem suas redes de apoio. “Esses elementos são fundamentais para vivenciar sentimentos de plenitude e felicidade”, completou.
Neste Dia Nacional do Artesão, Sulimara deixa uma mensagem de incentivo: “Esse dia é muito significativo para nós artesãs. Ele desperta sonhos e oportunidades de autonomia econômica. Então, diria a todas as artesãs: vamos juntas dar as mãos e fortalecer o nosso espaço, porque ele é nosso por direito”.
Com informações da Agência Amazonas







