Amazonas Proenarte: Projetos escolares no Amazonas exploram arte indígena e reciclagem

Proenarte: Projetos escolares no Amazonas exploram arte indígena e reciclagem

A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, por meio do Departamento de Políticas e Programas Educacionais e da Gerência de Ensino Regular (GER), realizou uma visita técnica à Escola Estadual (EE) José Bernardino Lindoso, em Manaus, para conhecer projetos desenvolvidos no âmbito do Programa de Apoio ao Ensino da Arte nas Escolas da Educação Básica (Proenarte). O programa visa assegurar carga horária específica e apoio técnico-pedagógico para a implementação de projetos escolares e pesquisa científica nas linguagens de Artes Visuais, Dança, Música e Teatro, com foco na formação integral dos estudantes e na valorização das identidades culturais amazônicas.

Arte indígena como expressão cultural

Um dos projetos em destaque é o “Arte da Expressão Indígena: os desenhos do grafismo na sala de aula”, coordenado pela professora de Artes, Katiuska Pereira. Cerca de 40 alunos da 1ª série do Ensino Médio analisam a riqueza cultural dos povos indígenas, com ênfase no grafismo como forma de expressão artística, estética, simbólica e espiritual. Os estudantes produzem releituras artísticas utilizando materiais reciclados e industrializados, discutindo os significados por trás dos símbolos e técnicas.

“O objetivo é fazer com que os alunos aprendam que o grafismo tem o seu significado, que não seja só uma forma geométrica, mas sim que tem um significado para os estudantes e para os indígenas que utilizam o grafismo”, ressaltou a professora Katiuska.

Criatividade sustentável com materiais reciclados

O projeto “Criatividade Sustentável: Transformando Resíduos em Diversão”, sob a coordenação da professora Maria Gorete Farias, incentiva alunos do 6º ano do Ensino Fundamental a criarem brinquedos a partir de materiais recicláveis. A iniciativa busca estimular a consciência ambiental e a criatividade, transformando sucata em objetos lúdicos como robôs, naves espaciais e jogos de tabuleiro.

“Essa ideia de fazer brinquedos surge para que a comunidade tenha a noção de que nós podemos pensar um ambiente sustentável, a gente pode pensar em maneiras de não gastar muito dinheiro fazendo os próprios brinquedos, para as crianças se divertirem, saírem da tela, do celular, das mídias, e brincarem mesmo”, explicou a professora.

A aluna Maria Helena, 11, participante do projeto há dois meses, descreve a experiência como única. “Eu acho bem divertido, eu já montei bules, e também ajudei uma amiga a montar um polvo feito com garrafa pet, tudo isso a gente juntou na nossa casa, e a professora também nos motivou muitas vezes”, comentou.

Com informações da Agência Amazonas