
Começa nesta segunda-feira (19), em Parintins, a tradicional Festa de São Sebastião do Terreiro da Mãe Bena, considerada uma das maiores manifestações culturais realizadas dentro de um terreiro de Umbanda no Amazonas.
O festejo foi contemplado via Lei Aldir Blanc de fomento à cultura, do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, que investe em acessibilidade, disponibilizando audioguias e intérprete de Libras para pessoas com deficiência.
De acordo com a biografia “Mãe Bena: Uma História de Luta e Resistência Afro-Religiosa em Parintins/AM”, escrita pelo professor e pesquisador Franciney Silva e lançada neste mês no município, a celebração de São Sebastião teve início em meados da década de 1990, ainda no Beco José Luiz de Menezes, no centro da cidade, quando passou a ser aberta ao público.
No começo dos anos 2000, a festa ganhou grandes proporções, passando a atrair um público cada vez maior, impulsionado pelas atrações musicais e pela distribuição gratuita de alimentos, marca registrada da celebração.
Mãe Bena, dirigente do terreiro e sincretizada com o orixá Oxóssi, explica que a realização do festejo é resultado de uma promessa feita ao santo. “É uma promessa a São Sebastião que só terá fim quando eu for para o outro plano. Enquanto vida eu tiver, farei o possível para festejar São Sebastião”, afirma.
Segundo a organização, nos dois dias de programação o público rotativo ultrapassa 15 mil pessoas. Apenas no show principal, cerca de 3 mil pessoas participam simultaneamente, o que exige o fechamento dos portões por questão de segurança.
Marcelle Santos, neta de Mãe Bena e colaboradora da festa, afirma sentir orgulho da dimensão que o evento alcançou. “É emocionante ver a grandiosidade que essa festa tomou”, ressalta.
Neste ano, a programação musical recebe atrações vindas diretamente de Manaus, como DJ Evandro Jr e Banda Xiado da Xinela, além de apresentações de artistas locais e participações especiais dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso, fortalecendo o diálogo entre a cultura afro-religiosa e as expressões populares da Amazônia.
Com informações da assessoria







