
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou a Operação “Covil do Mamon”, resultando na prisão de 20 pessoas investigadas por agiotagem, extorsão e lavagem de R$ 24 milhões. Os detidos integram duas organizações criminosas que também são apontadas como responsáveis por homicídios, tortura, sequestro e cárcere privado.
Operação em quatro estados
As investigações da PC-AM, com apoio de outras forças de segurança, culminaram na prisão de dois policiais militares em Santa Catarina. A operação abrangeu os estados da Paraíba, Roraima e Santa Catarina, além do Amazonas.
Desarticulação de núcleos criminosos
O delegado-geral da PC-AM, Bruno Fraga, destacou que foram desarticulados os núcleos operacional, financeiro e mandatório das organizações. “Essa operação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Metropolitana. O núcleo operacional, o núcleo financeiro e o núcleo mandatário dessas organizações foram presos e responderão por uma série de crimes”, afirmou.
Apreensão de bens e bloqueio de contas
Durante a operação, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão. Houve o sequestro de 42 veículos e sete imóveis, além do bloqueio judicial de contas bancárias e a suspensão das atividades de sete pessoas jurídicas ligadas aos investigados.
Esquema de agiotagem e extorsão
As investigações revelaram um esquema de empréstimos com juros exorbitantes, onde o não pagamento acarretava em cobranças violentas, incluindo ameaças, tortura e homicídios. O delegado Fernando Bezerra relatou casos de dívidas que se multiplicaram exponencialmente. “Temos casos de R$ 150 emprestados que se tornaram R$ 45 mil de dívida”, exemplificou.
Lavagem de dinheiro interestadual
O esquema de lavagem de dinheiro investigado ultrapassava as fronteiras do Amazonas, alcançando Paraíba, Roraima e Santa Catarina. Dos 20 presos, sete foram detidos em Manaus e 13 em outros estados.
Apreensão de materiais e futuras fases
Foram apreendidos diversos materiais, como armas de fogo, espadas, computadores e celulares. O delegado Fernando Bezerra indicou que a investigação não para por aí e haverá uma segunda fase para identificar outros possíveis envolvidos.
Polícia Militar se manifesta
O diretor de comunicação da PMAM, major Andrey Oliveira, informou que os policiais militares presos já respondiam a processo criminal e estavam suspensos das atividades. “Reafirmamos que Polícia Militar do Amazonas não compactua com esses casos de corrupção policial”, declarou.
Com informações da Agência Amazonas








