
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), em ação conjunta com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), deflagrou neste sábado (09/05) a Operação Anhangá 2. A iniciativa resultou na prisão em flagrante de quatro indivíduos e no resgate de dois jacarés e uma preguiça, que eram explorados economicamente e submetidos a maus-tratos em atividades turísticas.
Operação em aldeia indígena no lago do Janauari
A operação visava combater a exploração irregular de animais silvestres em uma aldeia indígena localizada no lago do Janauari, em Iranduba. Segundo o delegado Guilherme Antoniazzi, titular da Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), os suspeitos cobravam turistas para fotos com os animais e há suspeitas de que eles eram dopados para facilitar a interação.
Indícios de maus-tratos e condições precárias
Durante a ação, foram encontrados cordas usadas para amarrar os animais e cativeiros com jaulas pequenas. A fiscal do Ipaam, Yara Andrade, destacou que a prática é antiga na região e que a operação buscou interromper essa atividade ilegal e garantir o bem-estar dos animais resgatados.
Animais resgatados e multas aplicadas
Os animais resgatados foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama. As multas aplicadas aos infratores totalizaram R$ 10,5 mil. Os quatro suspeitos foram autuados por maus-tratos, guarda ilegal de espécies silvestres e associação criminosa, e aguardam audiência de custódia.
Primeira fase da operação
A primeira fase da Operação Anhangá ocorreu há um ano, em 9 de maio de 2025, quando sete animais foram resgatados e um indivíduo foi preso.
Com informações da Agência Amazonas








