
O Amazonas sancionou a Lei nº 8.139, de 18 de março de 2026, que estabelece a prioridade na aquisição do café do tipo Robusta Amazônico por órgãos e instituições públicas estaduais. A iniciativa, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) e sancionada pelo governador Wilson Lima, busca fortalecer a cadeia produtiva local e impulsionar a economia rural.
Fortalecimento da economia local
A nova legislação garante que os recursos antes destinados a fornecedores de outros estados passem a circular dentro do Amazonas. Estima-se que milhões de reais sejam injetados anualmente na economia rural, criando um mercado consumidor estável e previsível para os produtores locais, especialmente para a agricultura familiar.
Investimentos consolidados e inovação no campo
A medida consolida anos de investimentos públicos no setor primário, iniciados em 2019. A Secretaria de Produção Rural do Amazonas (Sepror) intensificou o apoio técnico, logístico e institucional aos agricultores, promovendo a expansão do cultivo do café robusta amazônico. O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), em parceria com a Embrapa Amazônia Ocidental, tem levado inovação e tecnologia aos produtores.
Expansão e reconhecimento da produção
Municípios como Apuí, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Rio Preto da Eva, Silves e Presidente Figueiredo já se destacam na produção do café robusta amazônico. Essa variedade, desenvolvida com alto desempenho e qualidade sensorial, tem demonstrado potencial de produtividade superior a outras tradicionais, representando uma alternativa econômica viável.
Organização produtiva e formalização
A lei também incentiva a organização produtiva, exigindo que associações, federações e cooperativas estejam regularizadas para atender à demanda do setor público. O Núcleo de Apoio ao Cooperativismo e Associativismo do Setor Primário (Nucap), vinculado à Sepror, tem sido fundamental nesse processo de formalização.
Marco histórico para o café amazonense
O secretário de Estado de Produção Rural, Daniel Borges, destacou a lei como um marco histórico. “O café robusta amazônico é uma das maiores potencialidades econômicas do nosso estado. Essa política pública garante mercado, valoriza o produtor e consolida um trabalho que vem sendo construído há anos”, afirmou.
Com essa iniciativa, o Amazonas se posiciona como referência nacional na valorização de cadeias produtivas regionais, servindo de modelo para outros estados que buscam desenvolvimento econômico e inclusão social através da agricultura familiar.
Com informações da Agência Amazonas








