
A secretária de Estado de Saúde do Amazonas, Nayara Maksoud, ressaltou a importância de que a regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil considere as distintas realidades de cada território. A declaração foi feita durante a abertura do 11º Congresso Norte e Nordeste de Gestão Municipal do SUS, realizado em São Luís, no Maranhão.
Regionalização e desafios locais
O evento reuniu gestores estaduais, municipais e representantes do Ministério da Saúde para discutir os desafios da regionalização, com foco nas agendas estratégicas da Atenção Primária, Atenção Especializada, Vigilância em Saúde e Saúde Indígena.
Nayara Maksoud enfatizou que a troca de experiências entre os estados é fundamental para a construção de soluções adaptadas às especificidades de cada região brasileira. “Quando observamos a organização das regionais de saúde, percebemos que cada território possui características e desafios próprios. A troca de experiências entre os gestores permite refletir sobre as diferentes realidades e fortalecer estratégias mais alinhadas às necessidades locais”, afirmou.
Debates sobre a organização da saúde pública
No primeiro dia do congresso, a secretária mediou um painel sobre regionalização, que contou com a participação de secretários do Ministério da Saúde. O debate abordou a organização regional da assistência, a integração entre os entes federativos e a criação de diretrizes nacionais para o fortalecimento do SUS.
Foram discutidos aspectos conceituais e normativos da regionalização, a consolidação das redes assistenciais e a necessidade de ampliar a articulação entre União, estados e municípios para garantir maior eficiência no atendimento à população.
Maksoud destacou a relevância dos indicadores regionais para o planejamento das políticas públicas de saúde, respeitando as particularidades de cada estado. Ela ressaltou os desafios enfrentados por estados de grande extensão territorial, como o Amazonas, para garantir o acesso da população aos serviços de saúde.
Saúde Indígena e Vigilância em Saúde em pauta
Luciana Tremembé, secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, apontou que os desafios da assistência aos povos indígenas vão além da logística e do acesso, exigindo a consideração de aspectos culturais e das especificidades de cada povo.
O congresso também debateu o fortalecimento da Vigilância em Saúde como ferramenta essencial para a proteção da população, abordando a identificação de causas de doenças, a avaliação de intervenções em saúde com foco em equidade e eficiência, e o papel da vigilância na formulação de políticas públicas.
Nayara Maksoud participará como palestrante na Mesa 5, dedicada ao debate sobre “O Papel das Regiões Norte e Nordeste na Consolidação do SUS”. O objetivo principal do encontro é alinhar uma agenda nacional de apoio à Política Nacional de Regionalização, fortalecendo a integração entre os entes federativos para ampliar a capacidade de resposta do SUS nos diferentes territórios do país.
Com informações da Agência Amazonas








