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Maternidades de Manaus aplicam novo anticorpo para proteger bebês contra vírus sincicial respiratório

As maternidades estaduais em Manaus iniciaram, em 05 de março, a aplicação do nirsevimabe, um anticorpo monoclonal de dose única que visa prevenir infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês. A novidade substitui gradualmente o palivizumabe, que exigia aplicações mensais durante a temporada do vírus.

Avanço na proteção infantil

A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, ressaltou que a mudança amplia a proteção para crianças mais vulneráveis. Segundo ela, isso representa um avanço significativo, principalmente para as famílias do interior do estado, que antes precisavam retornar à capital para completar o esquema de até cinco aplicações do medicamento anterior.

“Essa é uma medida importante para fortalecer a prevenção e garantir mais proteção aos bebês que apresentam maior risco de desenvolver complicações respiratórias”, afirmou Nayara Maksoud.

Entendendo o VSR e o novo tratamento

O vírus sincicial respiratório (VSR) é uma causa comum de hospitalização em crianças pequenas, estando associado a quadros como bronquiolite e pneumonia. No Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), a implementação do nirsevimabe foi precedida por capacitação técnica para pediatras, enfermeiros intensivistas e técnicos de enfermagem da área neonatal.

O nirsevimabe atua como um anticorpo monoclonal, oferecendo proteção direta contra o VSR e diminuindo o risco de evolução para formas graves da doença. Sua indicação principal é para bebês prematuros e crianças de até 24 meses com condições clínicas que aumentam sua vulnerabilidade a complicações respiratórias.

Primeiras aplicações e orientações

As gêmeas Manuela e Melinda, nascidas prematuramente com 34 semanas em 23 de fevereiro, foram as primeiras a receber o novo anticorpo no IMDL. Suas filhas, em acompanhamento na unidade, receberam a injeção que visa protegê-las.

De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, crianças que já iniciaram o tratamento com palivizumabe devem concluir o esquema com o mesmo medicamento. Novos pacientes passarão a receber o nirsevimabe.

Com informações da Agência Amazonas

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