
As maternidades estaduais em Manaus iniciaram, desde a última quinta-feira (05/03), a aplicação do nirsevimabe, um anticorpo monoclonal de dose única que visa prevenir infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Esta nova tecnologia representa uma evolução em relação ao palivizumabe, que demandava múltiplas aplicações mensais durante a temporada do vírus.
Ampliação da proteção e facilidade para famílias
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destacou que a nova estratégia amplia a proteção para crianças mais vulneráveis. A mudança é vista como um avanço significativo, especialmente para famílias residentes no interior do estado, que antes precisavam se deslocar até a capital para completar o esquema de até cinco aplicações do medicamento anterior.
“Essa é uma medida importante para fortalecer a prevenção e garantir mais proteção aos bebês que apresentam maior risco de desenvolver complicações respiratórias”, ressaltou Nayara Maksoud.
Combate ao vírus sincicial respiratório
O vírus sincicial respiratório (VSR) é uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas, estando associado a quadros como bronquiolite e pneumonia. No Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), a introdução do nirsevimabe foi precedida por uma capacitação técnica voltada para pediatras, enfermeiros intensivistas e técnicos de enfermagem que atuam na assistência neonatal.
As primeiras bebês a receberem o novo anticorpo na unidade foram as gêmeas Manuela e Melinda, filhas da autônoma Cristiane Pinheiro. Nascidas prematuramente com 34 semanas de gestação, elas permanecem em acompanhamento na unidade. “O nascimento delas foi prematuro e eu sei que essa injeção, mesmo que doa em mim, vai protegê-las”, compartilhou a mãe.
Como funciona o nirsevimabe
O nirsevimabe atua como um anticorpo monoclonal, oferecendo proteção direta contra o VSR e reduzindo o risco de desenvolvimento de formas graves da doença. A indicação é voltada principalmente para bebês prematuros e crianças de até 24 meses com condições clínicas que aumentam a vulnerabilidade a complicações respiratórias.
Conforme as orientações do Ministério da Saúde, crianças que já iniciaram o tratamento com palivizumabe devem concluí-lo com o mesmo medicamento. Novos pacientes elegíveis passarão a receber o nirsevimabe.
Com informações da Agência Amazonas







