
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) lançou o Painel de Saúde da População Negra e promoveu a palestra ‘Letramento em Racismo’ nesta quarta-feira (20/05). A iniciativa visa aprimorar o monitoramento das desigualdades raciais em saúde no estado.
Ferramenta para equidade em saúde
O Painel de Saúde da População Negra foi desenvolvido para centralizar informações estratégicas, painéis nacionais e materiais técnicos. O objetivo é ampliar o acesso a dados qualificados, auxiliando gestores, técnicos e a sociedade na compreensão dos determinantes sociais e dos impactos das iniquidades raciais na saúde.
Integração de dados e instituições
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou que a plataforma integra conteúdos de instituições renomadas como o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). Além disso, disponibiliza produtos institucionais da própria FVS-RCP, como o boletim sobre mortalidade materno-infantil segundo raça/cor.
“A iniciativa reforça a contribuição da FVS-RCP para a promoção da equidade em saúde, fortalecendo a vigilância e a tomada de decisão baseada em evidências no contexto amazônico”, afirmou Amorim.
Combate ao racismo e valorização da diversidade
O diretor administrativo-financeiro da FVS-RCP, Cláudio Nogueira, ressaltou a importância do diálogo institucional para o enfrentamento ao racismo. Ele enfatizou a necessidade de valorizar a diversidade amazônica, incluindo as populações indígenas, negras, brancas e amarelas.
“Está na hora de nós valorizarmos quem nós somos. Nós precisamos enfrentar o racismo e não negá-lo. reconhecer e combater práticas racistas dentro das instituições é essencial para promover inclusão e respeito”, declarou Nogueira.
Palestra sobre Letramento em Racismo
A palestra ‘Letramento em Racismo’ foi ministrada pela assistente social, educadora, pesquisadora e ativista antirracista, Arlete Anchieta. Ela elogiou a iniciativa da FVS-RCP em utilizar dados da realidade amazônica para combater o racismo.
“Ver uma instituição deste porte, desta grandeza, estar realmente assumindo o combate do racismo, trazendo dados para que políticas possam ser melhor estruturadas, é uma forma de nós sentirmos que cada vez mais o Amazonas se aproxima da justiça social para o seu povo”, comemorou Anchieta.
Com informações da Agência Amazonas








