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terça-feira, 26 de maio de 2026
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FVS-RCP divulga boletim inédito sobre violência sexual contra crianças e adolescentes no Amazonas

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) lançou, nesta segunda-feira (25/05), o Boletim Epidemiológico da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes no Amazonas 2025. A iniciativa, alinhada à Campanha Nacional Faça Bonito, apresenta um panorama atualizado das notificações no estado e reforça a importância da vigilância epidemiológica e da atuação integrada da rede de proteção.

Crescimento e prevalência das notificações

O levantamento revela um aumento contínuo nas notificações entre 2021 e 2025. Em 2021, foram registrados 1.585 casos, número que saltou para 3.164 em 2025, o maior da série histórica analisada. A taxa de prevalência atingiu 208,6 casos por 100 mil habitantes entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos.

Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o cenário também indica um avanço na capacidade de identificação e acolhimento dos casos pelos serviços de saúde e pela rede de proteção. “A ampliação das notificações representa um esforço conjunto de fortalecimento da vigilância, sensibilização dos profissionais e maior integração da rede de proteção”, destacou.

Dados e perfil epidemiológico

O boletim, elaborado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DVE) da FVS-RCP com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), aponta que meninas representam 93,1% das notificações. A faixa etária de 10 a 14 anos concentrou 57,9% dos casos.

Crianças e adolescentes pardos correspondem a 79,8% dos registros, evidenciando vulnerabilidades sociais e raciais. Manaus, Tefé, Parintins e Manacapuru lideram o número absoluto de notificações, enquanto Tonantins, Tefé, Presidente Figueiredo e Coari apresentam as maiores taxas proporcionais.

Principais tipos de violência e locais de ocorrência

O estupro de vulnerável é o principal tipo de violência sexual notificado, com 55,6% dos registros. Mais da metade das notificações indicam recorrência da violência. A residência se mantém como o principal local de ocorrência, concentrando 78,4% dos casos.

Fortalecimento da rede de proteção

O boletim também destaca o avanço nos encaminhamentos para o Conselho Tutelar, que recebeu 72,8% dos direcionamentos. A coordenadora estadual do Viva da FVS-RCP, Cassandra Torres, ressalta a importância da articulação entre saúde, assistência social, educação e sociedade civil para ampliar a proteção. “O enfrentamento da violência sexual exige atuação contínua e integrada de toda a rede”, avalia.

O documento completo está disponível no site oficial www.fvs.am.gov.br.

Com informações da Agência Amazonas