
A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), apresentou os resultados e avanços do Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A celebração ocorre durante o mês de março, dedicado à conscientização sobre o câncer de colo de útero, o Março Lilás.
Cepcolu: um divisor de águas na saúde da mulher
O diretor-presidente da FCecon, Gerson Mourão, ressaltou que o Cepcolu, em seu primeiro ano de funcionamento, representa um marco para a unidade hospitalar. Ele destacou que o centro é um “divisor de águas” no combate ao câncer de colo de útero, a neoplasia de maior incidência entre as mulheres no Amazonas. Mourão também enfatizou a necessidade de implementar a vacinação em massa contra o HPV para meninos e meninas de 9 a 14 anos e garantir o encaminhamento de mulheres com lesões pré-malignas para tratamento no Cepcolu.
Resultados expressivos em um ano
A chefe de departamento do Cepcolu, Mônica Bandeira, apresentou dados sobre o desempenho do hospital dia. Até 23 de março, foram realizados 6.932 atendimentos, incluindo primeiras consultas, retornos e acompanhamentos pós-tratamento. Além disso, foram realizadas 885 conizações, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo para a remoção de lesões pré-malignas, que não exige internação hospitalar.
Bandeira agradeceu o apoio do deputado estadual Péricles Nascimento, cujas emendas parlamentares foram cruciais para a concretização da obra e aquisição de equipamentos para o Cepcolu. “A conclusão do Cepcolu seria impossível sem a iniciativa do deputado”, afirmou, prevendo que em breve o centro atingirá a marca de mil conizações.
Tratamento e impacto do Cepcolu
A importância do Cepcolu reside na garantia de tratamento para lesões pré-malignas detectadas por meio de exames preventivos, testes de DNA do HPV e colposcopia com biópsia. Mônica Bandeira ressaltou o impacto humanitário e econômico do centro, que evita a ocupação de leitos hospitalares, cirurgias de alta complexidade, transfusões, hemodiálises, radioterapia, quimioterapia e, o mais importante, mortes.
Acompanhamento pós-tratamento
Após a conização, o seguimento médico é fundamental. As pacientes devem realizar exames preventivos e colposcopia a cada seis meses, durante dois anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, para garantir a completa erradicação da doença.
Com informações da Agência Amazonas








