
A Escola Estadual de Tempo Integral (EETI) Dra. Zilda Arns Neumann, localizada no bairro Colônia Terra Nova, zona norte de Manaus, realizou nesta sexta-feira (24/04) uma importante ação de conscientização e combate ao bullying. A iniciativa, em parceria com o Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar (Nise), da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, teve como tema “Respeitar, participar e aprender: democracia se constrói na escola”.
Foco na empatia e segurança
O objetivo principal foi sensibilizar e mobilizar toda a comunidade escolar, fortalecendo a empatia entre os estudantes e construindo um ambiente de convivência mais harmônica. A secretária de Estado de Educação, Arlete Mendonça, esteve presente e reforçou o compromisso da pasta em garantir que as escolas sejam sinônimo de segurança e acolhimento.
“Nós queremos, todos os dias, que os nossos estudantes aprendam por meio das palestras, das atividades que são realizadas nas escolas, e para isso nós temos o Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar, que tem trabalhado diariamente nas escolas, e as unidades de ensino tem, também, apresentado os trabalhos que são feitos diariamente com os estudantes”, destacou a secretária Arlete Mendonça.
Trabalho contínuo do Nise
O Nise atua diretamente na prevenção e suporte a casos de violência escolar, contando com uma equipe qualificada para lidar com temas sensíveis e mitigar os impactos negativos na vida dos alunos. A coordenadora do núcleo, Ionariellen Santos, dialogou com os estudantes sobre como proceder em situações de bullying e cyberbullying.
“Aqui se pratica a justiça restaurativa, conhecendo o cenário em que essa violência está incluída, tratando as crianças e os adolescentes de forma positiva para que eles reconheçam o seu erro e façam o trabalho de prevenção quando verificarem alguém cometendo este ato de violência”, explicou a coordenadora.
Dramatização evidencia impactos da violência
Estudantes da 3ª série do Ensino Médio da EETI Zilda Arns apresentaram uma dramatização que abordou os efeitos da violência física e verbal no ambiente escolar. Através do teatro, os alunos ressaltaram a urgência da mudança de atitude e a importância da empatia.
Carla Carolina Aguiar, estudante e narradora da peça, enfatizou que a conscientização é o primeiro passo para a transformação. “O bullying deixa marcas sim, e, às vezes, uma vítima acaba praticando bullying também, o que acaba virando uma bola de neve que precisa ser evitada, precisa ser parada, para que não tenha um impacto pior no futuro”, disse a aluna.
Resultados positivos na redução de casos
Desde o início de 2025, a diretora Gessiana Paiva tem implementado o projeto “Atividade de combate ao bullying”, focado em escuta e justiça restaurativa. A escola, que conta com mais de 800 estudantes, registrou 120 casos de bullying em 2025. A abordagem individualizada, com atividades de pesquisa, reflexão e ação para os alunos envolvidos, resultou em uma redução de 60% nas ocorrências e zerou a reincidência entre os participantes.
“Alertamos que o bullying não é brincadeira, que o bullying é um crime, e que isso precisa ser retirado do espaço escolar, que deve ser um espaço de convivência e segurança para todos”, afirmou a diretora Gessiana Paiva.
Com informações da Agência Amazonas








