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quarta-feira, 8 de abril de 2026
Amazonas Escola estadual em Manaus realiza ações para prevenir e combater a cegueira

Escola estadual em Manaus realiza ações para prevenir e combater a cegueira

Em alusão ao Dia Nacional do Braille, celebrado em 8 de abril, e ao mês dedicado à prevenção e combate à cegueira, a Escola Estadual (EE) Joana Rodrigues Vieira, localizada no bairro Glória, zona sul de Manaus, realizou um dia de atividades voltadas para a comunidade escolar. A iniciativa visa fortalecer a conscientização sobre a saúde ocular e a inclusão de pessoas com deficiência visual.

Educação inclusiva e apoio pedagógico

A EE Joana Rodrigues Vieira é reconhecida por seu serviço de apoio pedagógico a estudantes cegos e com baixa visão. A escola trabalha a educação inclusiva, ensinando o braille e o sorobã, instrumento utilizado para cálculos, aos alunos com deficiência visual.

As turmas são divididas por faixa etária: estimulação precoce para crianças de 6 meses a 3 anos; pré-escola especial para crianças de 4 a 5 anos; e a partir dos 6 anos, inicia-se a alfabetização em braille, com o Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano.

Oficinas de braille e orientação

Durante o dia, pais e professores de outras escolas da região participaram de oficinas de braille, orientação e mobilidade. Os participantes tiveram uma introdução ao sistema braille, um método tátil de leitura e escrita para pessoas com deficiência visual.

“É um trabalho que nós estamos fazendo até mesmo para a divulgação, porque a gente sabe que tem muitas crianças que são deficientes visuais e muitas vezes, pelo desconhecimento da família, não são encaminhadas para a escolaridade, e acaba que assim eles deixam de ter a oportunidade”, destacou o diretor da unidade de ensino, Antônio Anízio.

Fortalecendo a inclusão na comunidade escolar

Joelma Mendes, assessora pedagógica da Gerência de Atendimento Educacional Especial (GAEE) da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, ressaltou a importância das oficinas para tornar o ambiente escolar mais inclusivo.

“Quando a gente se prepara, a gente também consegue lidar com pessoas que precisam dessa atividade, porque a leitura de pessoas com deficiência visual é com os dedos, e como ajudar a partir do momento que você não conhece? Então, o curso está tendo esse cuidado para os professores da Coordenadoria Distrital 4 também participarem e serem multiplicadores desse conhecimento”, explicou Joelma.

Com informações da Agência Amazonas