
O Complexo Hospitalar Sul (CHS) registrou um número expressivo de atendimentos a pacientes classificados como Não Identificados (NID), totalizando 4.978 casos desde dezembro de 2024. A maioria destes pacientes são pessoas em situação de vulnerabilidade social, sem vínculos familiares ou em situação de rua, como o caso de Adriano Chaves, que reencontrou suas irmãs após ser atendido na unidade.
Esses pacientes, muitas vezes sem documentos ou com esquecimento, apresentam um desafio significativo no pós-atendimento. Sem referências, a continuidade do tratamento e o acompanhamento ambulatorial podem ser comprometidos.
Serviço Social atua na identificação e reinserção
O Serviço Social do CHS desempenha um papel crucial, iniciando o processo de identificação ainda durante a internação. A supervisora psicossocial, Janaína Freitas, explica que a equipe busca informações com o paciente e, a partir dos relatos, tenta localizar familiares ou conhecidos.
Quando não há dados suficientes, a busca ativa é intensificada. Estratégias como a consulta ao Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e o acionamento do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID) são utilizadas para cruzar informações e auxiliar na identificação.
Encaminhamento para rede de apoio
Após a identificação, a família é contatada ou os órgãos competentes são acionados. Em alguns casos, o hospital auxilia na emissão de documentos civis, como o RG, para garantir o acesso à cidadania.
Para pacientes que permanecem sem identificação ou sem condições de retornar ao convívio social, o Serviço Social articula encaminhamentos para abrigos ou instituições de longa permanência, em especial para idosos, com o acionamento do Ministério Público.
A atuação do Serviço Social reforça o compromisso do CHS em oferecer uma assistência integral, considerando os fatores sociais que impactam diretamente a recuperação e o destino dos pacientes após a alta hospitalar.
Com informações da Agência Amazonas








