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segunda-feira, 29 de junho de 2026
Amazonas Boi Caprichoso encerra Festival de Parintins 2026 com celebração da cultura nortista

Boi Caprichoso encerra Festival de Parintins 2026 com celebração da cultura nortista

O Boi-bumbá Caprichoso concluiu sua participação no 59º Festival de Parintins neste domingo (28/06), com o espetáculo que encerrou a disputa, intitulado “Norte Brasil – Chão de Bravos”. O tema da última noite buscou valorizar a memória, a identidade cultural e as ricas tradições dos povos da Região Norte.

Ao longo das três noites de festival, o bumbá azul desenvolveu uma narrativa que abordou a origem da manifestação cultural, a ancestralidade dos povos da floresta e a importância da preservação dos saberes amazônicos.

Homenagem e Lendas Amazônicas

Antes da entrada oficial na arena, Edson Azevedo, tripa do Boi Caprichoso, expressou a confiança da equipe no encerramento da disputa. “O Caprichoso vem trazendo uma apresentação crescente”, afirmou.

A evolução inicial do bumbá foi marcada por uma emocionante homenagem ao ex-tripa Markinho Azevedo, que faleceu em dezembro de 2023. Uma estrela com sua imagem foi exibida na arena, enquanto a evolução era conduzida por Edson Azevedo.

A lenda amazônica “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”, criação de Geremias Pantoja, foi apresentada em seguida. Inspirada em narrativas da Ilha do Bananal, a encenação contou a história do guerreiro Maricá. A cunhã-poranga Marciele Albuquerque surgiu em uma alegoria conduzida por um pássaro negro.

Figuras Típicas e o Auto do Boi

O tema “As Farinheiras da Amazônia”, de Makoy Cardoso e Nei Meireles, homenageou as mulheres produtoras artesanais de farinha de mandioca. A Rainha do Folclore, Cleise Simas, surgiu do meio da alegoria.

Outro momento de destaque foi o Auto do Boi Brasileiro – Exaltação Cultural, com alegoria de Brás Lira, trazendo os personagens centrais do Bumba-Meu-Boi, Pai Francisco e Mãe Catirina.

Ritual Indígena e Emoção do Público

Encerrando a apresentação, o Ritual Indígena retratou o “Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre”. A encenação, inspirada na cosmologia do povo Xikrin, representou a jornada de formação do xamã.

Entre o público, Maria Auxiliadora Fernandes, 49 anos, parintinense que acompanha o festival desde a infância, ressaltou a emoção das apresentações. “Eu vim as três noites com muito amor, com muita fé, com a honestidade do Caprichoso”, declarou.

Com informações da Agência Amazonas