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quinta-feira, 26 de março de 2026
Amazonas Amazonas implementa teste DNA-HPV para rastreamento do câncer de colo de útero

Amazonas implementa teste DNA-HPV para rastreamento do câncer de colo de útero

Manacapuru (AM) – A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), deu um passo importante na modernização da saúde feminina no Amazonas com a realização da Oficina de Apoio à Implementação do Novo Rastreamento Organizado do Câncer do Colo do Útero. O evento, que ocorreu nesta quarta-feira (25/03) em Manacapuru, visa capacitar profissionais da Atenção Primária para a adoção do teste DNA-HPV, um método mais eficiente para a detecção precoce do Papiloma Vírus Humano (HPV).

O teste de biologia molecular DNA-HPV substitui o tradicional Papanicolau e se destaca por sua maior precisão e sensibilidade. Ele é capaz de identificar o risco de desenvolvimento do câncer de colo de útero com até dez anos de antecedência, permitindo um rastreamento mais eficaz, intervalos maiores entre os exames e otimização do acompanhamento das pacientes e da rede de saúde.

A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, ressaltou que a iniciativa faz parte de uma estratégia para modernizar o rastreamento e ampliar a prevenção entre as mulheres amazonenses. “Investir em tecnologia e métodos mais avançados é garantir que cada mulher tenha a chance de cuidar da sua saúde de forma antecipada e segura. Nosso objetivo é oferecer atendimento de qualidade, reduzir riscos e fortalecer a prevenção em todo o Amazonas”, afirmou.

A meta da SES-AM e do MS é estender o Novo Rastreamento Organizado para todo o estado até dezembro deste ano, contemplando mulheres de 25 a 60 anos. Segundo Susane Silva, assessora técnica do Ministério da Saúde, a mudança na metodologia também implica em uma nova forma de cuidado, com busca ativa das mulheres e identificação precoce da infecção, impactando diretamente na redução da mortalidade.

A programação da oficina incluiu a apresentação do novo modelo de rastreamento, a construção do fluxo local de atendimento e orientações detalhadas sobre a coleta, registro e acondicionamento das amostras. Como parte das atividades, Manacapuru também realizará um Dia D de coleta no próximo dia 31 de março.

A enfermeira Thamires Silva destacou a importância da capacitação para a qualificação do atendimento. “O treinamento fortalece o nosso trabalho e nos prepara para oferecer um atendimento mais qualificado e seguro. Além disso, esse novo rastreamento representa um grande avanço para a saúde, especialmente para as mulheres, ao ampliar as estratégias de prevenção e cuidado”, comentou.

O que isso significa na prática?

A introdução do teste DNA-HPV como método primário de rastreamento para o câncer de colo de útero representa um avanço significativo na saúde pública do Amazonas. Para as mulheres, isso se traduz em um diagnóstico mais precoce e preciso, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido e reduzindo a necessidade de exames frequentes. A capacidade do teste de identificar o vírus com alta sensibilidade permite uma detecção mais assertiva do risco, direcionando o acompanhamento médico de forma mais eficiente. A iniciativa também visa otimizar a organização da rede de saúde, tornando o processo de prevenção mais ágil e abrangente, especialmente em um estado com as dimensões e particularidades do Amazonas.

Como isso afeta a população?

A principal mudança para a população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas é o acesso a um método de rastreamento mais moderno e eficaz. Mulheres entre 25 e 60 anos, faixa etária considerada de maior risco, se beneficiarão diretamente desta nova abordagem. O teste DNA-HPV tem o potencial de identificar a infecção pelo HPV, principal causa do câncer de colo de útero, em estágios iniciais, muitas vezes antes mesmo do surgimento de lesões. Isso significa que, ao detectar a infecção precocemente, as chances de prevenir o desenvolvimento do câncer ou de tratá-lo em fases iniciais, quando as taxas de cura são mais elevadas, aumentam consideravelmente. A implementação em 12 municípios é um primeiro passo importante para que esse benefício alcance um número maior de mulheres em todo o estado.

Com informações da Agência Amazonas