
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (20) para definir a nova taxa básica de juros, a Selic. O cenário econômico, marcado pela instabilidade nos preços do petróleo devido à guerra, influencia as expectativas do mercado financeiro.
Expectativa de corte na Selic
Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com analistas, a expectativa é de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando-a para 14,75% ao ano. Anteriormente ao conflito no Oriente Médio, a projeção era de um corte mais expressivo, de 0,5 ponto.
Inflação sob observação
O comportamento da inflação segue como um ponto de atenção. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,7% em fevereiro, impulsionado por gastos com educação. No entanto, a taxa acumulada em 12 meses recuou para 3,81%, ficando abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
Ainda assim, o conflito no Oriente Médio elevou a estimativa de inflação para 2026 de 3,8% para 4,1%, segundo o boletim Focus. Esse patamar se aproxima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, com tolerância até 4,5%.
Entenda a Taxa Selic e seu papel
A taxa Selic é a referência para as demais taxas de juros da economia e o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Ela incide nas negociações de títulos públicos federais.
Quando o Copom aumenta a Selic, busca conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança. Por outro lado, a redução da taxa tende a baratear o crédito, incentivando a produção e o consumo, o que pode afrouxar o controle inflacionário e impulsionar a atividade econômica.
Meta contínua de inflação
Desde janeiro de 2025, o Brasil opera sob o sistema de meta contínua de inflação. A meta central é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (entre 1,5% e 4,5%). A apuração da meta é feita mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses.
Com informações da Agência Brasil







