
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (26) a aprovação de sua adesão a um programa governamental destinado a conter a alta no preço do diesel. A decisão da estatal considera a medida compatível com seus interesses comerciais, embora condicione a assinatura formal à publicação de instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Detalhes da adesão e regulamentação
O programa é de caráter facultativo e a Petrobras aguarda a definição dos preços de referência pela ANP. A agência reguladora, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), será responsável por fiscalizar se os descontos chegam efetivamente ao consumidor final.
Estratégia comercial da Petrobras
Em comunicado, a Petrobras reforçou que manterá sua estratégia comercial, focada na participação de mercado, otimização de ativos e rentabilidade sustentável. O objetivo é evitar que a volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio impacte diretamente os preços internos dos combustíveis.
Outras medidas de contenção de preços
Além da subvenção econômica, o governo federal zerou as alíquotas do PIS e da Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. Somadas, essas ações têm o potencial de reduzir o preço do litro do diesel em R$ 0,64. As medidas são temporárias e válidas até 31 de dezembro.
Contexto internacional e alta do petróleo
A escalada nos preços do petróleo, que impacta o custo do diesel, tem sido influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, tem reduzido a oferta no mercado internacional. Como consequência, o preço do barril de petróleo Brent subiu de cerca de US$ 70 para perto de US$ 100 em apenas duas semanas, um aumento de aproximadamente 40%.
Com informações da Agência Brasil







