
Cinco pessoas foram presas em São Paulo em uma operação batizada de Linea Rubra (Linha Vermelha), deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o Comando Vermelho. O nome da operação, segundo o MP-SP, “representa a imposição de um limite ao avanço do Comando Vermelho no estado de São Paulo”.
Disputa territorial e novas alianças
A ação ocorre em um cenário de aumento da criminalidade violenta na região de Rio Claro. O MP-SP relatou o acirramento de disputas territoriais entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma organização rival. Essa rivalidade teria se intensificado após uma nova liderança se aliar ao Comando Vermelho.
Métodos de lavagem de dinheiro e movimentação financeira
As investigações revelaram que o grupo criminoso utilizava veículos com fundo falso para transportar ilícitos. Para a lavagem de dinheiro, eram empregadas empresas de fachada e interpostas pessoas (laranjas).
Estima-se que a movimentação financeira da organização seja vultosa, com registros de circulação superiores a R$ 1,19 milhão em menos de um mês. A lavagem de capitais era realizada por meio de contas de pessoas físicas e jurídicas, incluindo construtoras e consultorias.
Contas de passagem, abertas em nome de terceiros, também eram utilizadas. As transações ocorriam via Pix, TED e depósitos em dinheiro, o que, segundo os investigadores, dificulta o rastreamento das operações financeiras.
Com informações da Agência Brasil







